Em um movimento diplomático que gerou forte repercussão internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou publicamente o interesse em anexar a Groenlândia e sugeriu a possibilidade de ação militar contra a Colômbia. As declarações ocorrem em um contexto de tensões elevadas, após ações controversas envolvendo a Venezuela.
A reação da Dinamarca, país ao qual a Groenlândia é ligada, foi imediata e contundente. A primeira-ministra Mette Frederiksen rejeitou veementemente qualquer direito dos EUA sobre o território, ressaltando que a Groenlândia não está à venda e que a Dinamarca é um aliado histórico da Otan, com quem os EUA já mantêm acordos de defesa que garantem amplo acesso ao Ártico. Frederiksen apelou pelo fim das ameaças contra aliados.
O sentimento foi ecoado por Jens Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, que classificou a retórica de Trump como inaceitável e desrespeitosa, afirmando que seu país não é um objeto de negociação de superpotências. Trump, em entrevista à revista The Atlantic, justificou o interesse na Groenlândia com base na segurança nacional, citando a presença de navios russos e chineses na região, embora já tenha manifestado interesse no território desde o início de seu mandato em 2025.
Outros líderes europeus, como os da Finlândia, Noruega e Suécia, também rejeitaram as ameaças. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfatizou que o futuro da Groenlândia pertence unicamente à Dinamarca e ao próprio território groenlandês, reiterando a importância da aliança com a Dinamarca.
Paralelamente, Trump direcionou críticas e ameaças à Colômbia, governada por Gustavo Petro. O presidente dos EUA acusou o país de ser administrado por um líder envolvido com o narcotráfico. Gustavo Petro refutou as acusações, negou ser ilegítimo ou traficante e defendeu sua integridade, lembrando que seus bens são públicos e que confia em seu povo para defender a democracia contra quaisquer atos ilegítimos de violência, ordenando às forças de segurança que protejam o povo e não atirem contra manifestantes.

