Com o histórico acordo de livre comércio com a União Europeia (UE) recém-assinado, o Mercosul já sinaliza uma estratégia ambiciosa de expansão de suas relações comerciais globais. O bloco sul-americano, composto por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e com a Bolívia em processo de adesão final, não pretende parar por aí.
Santiago Peña, presidente do Paraguai e anfitrião da cerimônia de assinatura com a UE em Assunção, declarou que o trabalho de integração comercial do Mercosul está apenas em seu início. Ele destacou o progresso nas negociações para um tratado de livre comércio com os Emirados Árabes Unidos como uma prioridade imediata.
Além do Oriente Médio, o Mercosul demonstra um interesse estratégico em mercados asiáticos. Países como Japão e Coreia do Sul estão no radar para futuras parcerias comerciais, complementando a já consolidada relação com a China, descrita por Peña como um parceiro estratégico fundamental para as nações latino-americanas e para o próprio bloco. Outras nações asiáticas como Indonésia e Vietnã também foram mencionadas como potenciais alvos de expansão.
A agenda de acordos do Mercosul também inclui a América do Norte, com avanços em um acordo de complementação econômica com o Canadá. Segundo Peña, a convicção dentro do bloco é clara: a integração econômica, a colaboração internacional e o multilateralismo representam o caminho mais promissor para o desenvolvimento e a prosperidade de seus membros.

