Em um pronunciamento marcante durante a solenidade de abertura do ano legislativo de 2026, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, enfatizou a necessidade de o Parlamento atuar como um agente de resolução de conflitos, em vez de ampliá-los. Ele fez um apelo por bom senso e paz entre os diferentes grupos ideológicos, instituições e poderes da República, especialmente em um ano de eleições gerais, alertando contra a ascensão de discursos extremistas.
Alcolumbre destacou o papel fundamental do Legislativo como um espaço de mediação política, onde o dissenso deve ser tratado com maturidade e respeito, sem jamais degenerar em ódio ou violência. “Não é fugir das tensões próprias da vida democrática, mas tratá-las com seriedade e sobretudo com maturidade”, declarou o senador.
O presidente do Congresso reafirmou o compromisso do Parlamento com a melhoria da vida da população, mencionando conquistas recentes como a regulamentação da reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Ele ressaltou que essas medidas demonstram a responsabilidade social do Congresso, com a isenção sendo uma escolha clara para proteger os trabalhadores assalariados e direcionar a tributação para quem tem maior capacidade de contribuição. “A justiça social também se constrói por meio do sistema tributário”, afirmou.
Em um ano de significado histórico, com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal completando 200 anos de funcionamento, Alcolumbre defendeu vigorosamente a autonomia e as prerrogativas parlamentares. Ele assegurou que a busca pela paz não implica omissão na defesa da autoridade do Congresso Nacional e do Estado de Direito. “Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo de luta. Nossa luta é e sempre será em defesa de todos os brasileiros. Desses valores e dessas batalhas nós jamais abriremos mão”, enfatizou.
Para encerrar, o senador projetou um ano legislativo focado na união nacional e na rejeição à fragmentação social. Convocou os parlamentares a honrarem o bicentenário do Legislativo, priorizando o respeito mútuo e o diálogo. “Escolhemos o trabalho, escolhemos o respeito, escolhemos o diálogo. Escolhemos um Congresso Nacional firme na defesa de suas prerrogativas e consciente de que a política deve servir à união do povo brasileiro”, concluiu.

