A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pretende aprofundar as investigações sobre supostas irregularidades cometidas pelo Banco Master, que teriam resultado em mais de R$ 92 milhões em descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A informação foi divulgada pelo vice-presidente da comissão, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), em entrevista à Rádio Câmara.
Segundo o parlamentar, o banco teria utilizado recursos de aposentados e pensionistas para realizar investimentos sem a devida autorização, colocando em risco a segurança financeira de pessoas em situação de vulnerabilidade. Essa prática levanta sérias preocupações sobre a gestão dos fundos e a proteção dos beneficiários do INSS.
O depoimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que estava agendado para esta quinta-feira (5), foi adiado para 26 de fevereiro, após o Carnaval, a pedido da defesa do banqueiro. Duarte Jr. considerou o adiamento estratégico, argumentando que é preferível que Vorcaro compareça e preste esclarecimentos, em vez de tentar evitar o depoimento por meio de habeas corpus.
O deputado também se mostrou favorável à possibilidade de o Congresso Nacional investigar as fraudes do Banco Master em outras instâncias, como uma comissão de inquérito mista ou na própria Câmara. Ele ressaltou que a atuação da CPMI do INSS se concentra especificamente em fraudes relacionadas a aposentadorias e benefícios, como empréstimos consignados não autorizados.
O caso do Banco Master e outras investigações sobre empréstimos consignados irregulares são apontados como motivos para a prorrogação dos trabalhos da CPMI por mais 60 dias, além do prazo original de término em 28 de março. Duarte Jr. destacou que a comissão tem contribuído para dar maior visibilidade às apurações já em curso pela Polícia Federal e órgãos judiciais.
Entre os resultados positivos da CPMI, o deputado citou a prisão de mais de vinte indivíduos envolvidos em esquemas fraudulentos e a identificação de milhões de reais em descontos ilegais em benefícios previdenciários. A atuação da comissão busca coibir práticas abusivas e garantir a integridade dos recursos destinados aos segurados do INSS.

