A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terá como foco, na próxima segunda-feira (9), os depoimentos de duas figuras-chave: o deputado estadual pelo Maranhão, Edson Araújo (PSB), e Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti.
Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ambos foram formalmente convocados e notificados. Viana ressaltou que, em caso de ausência não justificada, medidas coercitivas serão aplicadas para garantir o comparecimento ao Senado Federal.
Edson Araújo encontra-se sob investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto. Já Paulo Camisotti é apontado por membros da investigação como um dos responsáveis por intermediar os descontos indevidos em benefícios previdenciários do INSS.
O senador Carlos Viana também esclareceu o motivo da ausência de Maurício Camisotti, pai de Paulo e atualmente preso sob suspeita de envolvimento na fraude. De acordo com Viana, uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o comparecimento de Maurício Camisotti à comissão seria facultativo. “Nós fomos comunicados oficialmente dessa decisão. Nós oficiamos o presídio em São Paulo; o [Maurício] Camisotti veio a Brasília e estava aqui ontem à noite na expectativa de depor na CPMI, mas, devido à comunicação do ministro, nós tivemos que devolvê-lo ao presídio de São Paulo sem ser ouvido”, explicou o senador.
A sessão de oitiva está agendada para as 16h de segunda-feira, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal. A audiência contará com um formato interativo, permitindo a participação do público com o envio de perguntas.

