O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que as eleições presidenciais no Brasil representam um “grande teste” para a estratégia de Washington de manter sua “proeminência” na América Latina. Essa visão se alinha com um plano delineado na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, prevista para 2025.
A declaração de Trump veio após a publicação de um artigo de John Gizzi, colunista da Newsmax, que celebrava “oito vitórias em sete anos na América Latina”, atribuindo ao presidente americano um “amplo realinhamento ideológico pró-Trump” na região. O texto cita a eleição de candidatos de direita em países como Colômbia, Peru, Honduras, Bolívia e Chile, além de pleitos anteriores em El Salvador, Argentina e Equador, como “triunfos” de Trump.
O artigo republicado por Trump aponta, no entanto, que o governo americano ainda enfrenta quatro desafios significativos na América Latina: Venezuela, Cuba, Nicarágua e, de forma proeminente, o Brasil. O Brasil é descrito como “o próximo grande teste” para a influência americana, com a próxima eleição presidencial sendo considerada “a disputa mais importante do hemisfério”. A publicação sugere que uma virada do Brasil para a direita alteraria drasticamente o cenário político latino-americano.
A notícia também menciona que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam se mobilizando em torno de seu filho, Flávio Bolsonaro, em um esforço para contestar a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A estratégia de Trump na região é comparada a uma releitura da Doutrina Monroe. Um documento de dezembro de 2025, intitulado “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, propõe a reafirmação da influência americana no Hemisfério Ocidental. A doutrina original, de 1823, visava conter a influência europeia na América. A nova abordagem busca “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”, com o objetivo de “restaurar a proeminência americana” e “proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave”.

