A possibilidade de Carlo Ancelotti escalar o jovem atacante Endrick como titular no confronto das oitavas de final da Copa do Mundo ganhou força após a vitória de virada do Brasil sobre o Japão. A decisão de não utilizar o jogador na estreia contra Marrocos, que terminou em empate, gerou debates, mas a ausência de Lucas Paquetá por lesão abriu caminho para Endrick em partidas decisivas.
No duelo contra o Japão, em Houston, o Brasil perdia por 1 a 0 quando Ancelotti optou pela entrada de Endrick no intervalo. A mudança surtiu efeito, e a seleção brasileira conquistou a vitória por 2 a 1, com o gol da virada no final do segundo tempo. O treinador italiano elogiou a performance do atacante, destacando sua intensidade e perigo.
“Sim, podemos começar dessa maneira [com Endrick no lugar de Lucas Paquetá]. Precisávamos de mais força na área e o Endrick poderia colocar essa força e presença. Ele fez um jogo muito bom porque esteve intenso e perigoso”, declarou Ancelotti em coletiva de imprensa.
A estratégia brasileira também foi ajustada durante a partida contra o Japão. Após dificuldades em infiltrar a defesa adversária no primeiro tempo, a equipe passou a explorar mais os cruzamentos na segunda etapa, resultando no gol de empate de Casemiro. Ancelotti ressaltou a capacidade de adaptação do time.
“Tivemos problemas no primeiro tempo para buscar oportunidades porque o Japão estava muito fechado. Buscamos soluções, com mais cruzamentos e presença de área. Acho que é uma evolução. Se no outro jogo não tivemos problemas para buscar espaço, desta vez foi diferente, mas conseguimos solucionar bem na segunda etapa”, analisou o técnico, comparando com o desempenho anterior contra a Escócia.
A vitória de virada contra o Japão foi significativa, pois o Brasil não vencia um jogo eliminatório de Copa do Mundo com essa característica desde 2002, ano do último título mundial. Para Ancelotti, o resultado demonstra o amadurecimento da equipe.
“Estava confiante [mesmo em desvantagem no placar] porque a equipe começou bem. Depois encontramos dificuldades para forçar o Japão, que é uma equipe respeitável, muito perigosa e com jogadores fortes nos duelos. Mas [o Brasil] não era uma equipe perdida como no primeiro tempo contra Marrocos”, comentou o treinador, minimizando os erros individuais e focando na resiliência do grupo.

