A Bélgica avança para as quartas de final da Copa do Mundo com uma vitória expressiva de 4 a 1 sobre os Estados Unidos, em um jogo que também foi marcado por provocações e ironias vindas da equipe belga. O resultado coloca os Diabos Vermelhos no caminho da Espanha, em um confronto que promete ser eletrizante.
A conquista ganhou um sabor especial para os belgas após uma controvérsia envolvendo a suspensão do atacante americano Folarin Balogun. Inicialmente expulso em partida anterior, o jogador teve o efeito de seu cartão vermelho anulado após intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que solicitou à FIFA a revisão da decisão. A Federação Belga de Futebol reagiu publicamente nas redes sociais, com mensagens como “O nome é futebol”, riscando a palavra “soccer”, termo usado nos EUA para o esporte, e outra ironizando a liberação de Balogun: “Revertam isso”.
A polêmica se intensificou com alegações de Trump sobre a suspeição do árbitro brasileiro Raphael Claus, que aplicou o cartão vermelho a Balogun. A Bélgica chegou a apresentar um recurso que não foi aceito. Em campo, Balogun, apesar de titular, teve atuação discreta.
A partida foi dominada pela Bélgica, que abriu o placar com dois gols de Charles de Ketelaere. Malik Tillman descontou para os Estados Unidos. Na segunda etapa, um erro do goleiro americano Matt Freese permitiu o terceiro gol belga, marcado por Hans Vanaken. Nos minutos finais, Romelu Lukaku selou a goleada e, na comemoração, imitou uma dança associada a Trump, em mais uma provocação ao lado dos companheiros.
O meia belga Nicolas Raskin comentou sobre a justiça que, segundo ele, prevaleceu no campo. “Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje, acho que isso nos trouxe um pouco de sorte”, declarou. O técnico Rudi Garcia minimizou a importância da polêmica para a motivação da equipe, focando no plano de jogo.

