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    Esporte

    De jejum a glória: como a Copa América de 2019 forjou a ‘Scaloneta’ e renasceu Messi

    RedaçãoPor Redação14 de julho de 2026
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    A trajetória da seleção argentina rumo ao topo do futebol mundial é marcada por uma profunda transformação, com a Copa América de 2019 como um divisor de águas. Antes desacreditada e longe de títulos por quase três décadas, a Albiceleste emergiu, sob o comando de Lionel Scaloni, como uma força imparável, culminando na conquista da Copa do Mundo de 2022.

    A campanha na Copa da Rússia em 2018 foi um reflexo das dificuldades enfrentadas. Uma fase de grupos instável, com tropeços e um desempenho aquém do esperado de Lionel Messi, culminou na eliminação nas oitavas de final. A pressão sobre o técnico Jorge Sampaoli era imensa, e o vestiário, palco de exigências por maior participação nas decisões, indicava a necessidade de uma mudança profunda.

    Após a saída de Sampaoli, a Associação de Futebol Argentino (AFA) passou por um período de incerteza. Lionel Scaloni, então técnico da seleção sub-20, assumiu o comando interinamente ao lado de Pablo Aimar. Apesar da falta de experiência e das críticas iniciais da mídia e de figuras como Diego Maradona, Scaloni foi efetivado, com a missão de reerguer a equipe para a Copa América de 2019.

    A Copa América de 2019 no Brasil representou um ponto de inflexão. Com uma renovação significativa no elenco, muitos jogadores estreavam na seleção principal. A campanha inicial foi desafiadora, com derrotas e empates, mas a equipe demonstrou resiliência, avançando até as semifinais. Foi nesse torneio que Messi, historicamente criticado por sua postura em momentos de pressão, demonstrou uma nova faceta de liderança, expressando publicamente frustrações com a arbitragem após a derrota para o Brasil.

    Apesar de ter terminado em terceiro lugar, a competição serviu para solidificar a união do grupo e a confiança no trabalho de Scaloni. O técnico projetava um futuro promissor: “Este grupo pode mais e dará muito mais frutos”.

    A profecia se concretizou. Dois anos depois, na Copa América de 2021, novamente sediada no Brasil, uma Argentina mais entrosada e letal conquistou o título, encerrando um jejum de 28 anos. O gol de Ángel Di María, com assistência de Rodrigo De Paul, selou a vitória sobre o Brasil e marcou o primeiro título de Messi pela seleção principal.

    Essa conquista simbolizou a ascensão da “Scaloneta”, um time com um goleiro confiável como Emiliano Martínez, uma defesa sólida, um meio-campo combativo com Paredes e De Paul, e um ataque letal. A transformação de Messi foi notável: de um jogador com uma média de um gol a cada duas partidas até 2018, ele se tornou um artilheiro prolífico (quase um gol por jogo desde 2019), liderando a equipe na conquista de quatro títulos, incluindo a tão sonhada Copa do Mundo de 2022.

    A mentalidade da nova Argentina foi posta à prova na Copa do Catar. Mesmo após uma surpreendente derrota na estreia para a Arábia Saudita, que encerrou uma sequência invicta de 36 jogos, a equipe demonstrou força e união. Messi, com sua liderança renovada, convocou o povo a confiar, e a promessa foi cumprida com a conquista do tricampeonato mundial, um feito que a “Scaloneta” agora busca repetir.

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