A corrida presidencial ganhou as ruas neste domingo (16), com candidatos à Presidência da República marcando o início oficial de suas campanhas eleitorais em diferentes pontos do país. A data marca o fim da fase de pré-campanha e o início das atividades permitidas pela Justiça Eleitoral, que se estenderão até 3 de outubro, véspera do primeiro turno.
Flávio Bolsonaro (PL) deu início à sua jornada eleitoral na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, um local com histórico de manifestações bolsonaristas. Acompanhado de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, e familiares, Bolsonaro discursou para uma multidão, prometendo dar continuidade ao legado de seu pai, Jair Bolsonaro. Ele abordou temas como segurança pública, propondo classificar milícias e grupos de tráfico como terroristas, e a redução da idade penal. Na economia, criticou a taxa de juros e propôs medidas para aliviar a inflação e reduzir gastos públicos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, região conhecida por sua história de lutas sindicais, para lançar sua campanha. Em um discurso para um estádio lotado, Lula conclamou a militância à participação ativa, destacando a importância de comparar as realizações de seu governo com as de seus oponentes. A campanha petista enfatizou a defesa da soberania, pautas sociais e as diferenças ideológicas em relação à direita, especialmente em temas como o papel da mulher e segurança pública.
Em Goiás, estado que governou até março deste ano, Ronaldo Caiado (PSD) iniciou sua campanha percorrendo municípios do entorno do Distrito Federal. O candidato, que declarou que não apoiará Lula caso não chegue ao segundo turno, alinhou-se à posição de oposição ao governo atual, criticando a possibilidade de alianças do PSD com o petista. Caiado ressaltou suas realizações em segurança, educação e saúde durante sua gestão estadual.
Romeu Zema (Novo) iniciou sua campanha em Montes Claros, Minas Gerais, com uma missa e um almoço com candidatos de seu partido. O ex-governador de Minas Gerais criticou o governo Lula e expressou confiança em chegar ao segundo turno, defendendo propostas de combate à corrupção e segurança pública, com a promessa de replicar suas ações em Minas Gerais para o Brasil.
Renan Santos (Missão) realizou seu primeiro ato de campanha no Largo São Francisco, em São Paulo, com a presença de apoiadores e políticos como Kim Kataguiri. Santos abordou temas como empreendedorismo e segurança pública, declarando o objetivo de marcar a história do país.
Augusto Cury (Avante) iniciou sua campanha em Santa Luzia, Minas Gerais, focando em projetos para a área da Saúde e na importância de ouvir a população. Cury apresentou sua visão sobre a política como um esforço unificado pela família brasileira, em vez de uma divisão entre esquerda e direita.
Hertz Dias (PSTU) optou por uma caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo, e ruas de São José dos Campos. O candidato defendeu a reestatização de empresas estratégicas como uma de suas principais propostas, argumentando que a riqueza do país está concentrada em poucas mãos e que sua campanha representa os trabalhadores.

