O mercado financeiro brasileiro encerrou o dia com desempenho positivo, impulsionado pela alta expressiva do petróleo no cenário internacional. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, avançou 1,3% e fechou em 179.722,48 pontos, o maior patamar registrado nos últimos quase quatro meses, especificamente desde 12 de maio.
A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã contribuiu para a valorização dos ativos brasileiros. As ações da Petrobras, empresa de maior peso no Ibovespa, foram protagonistas na alta. Os papéis preferenciais da companhia registraram um ganho de 4,11%, enquanto as ações ordinárias avançaram 4,14%. O setor petrolífero como um todo se beneficiou do cenário, evidenciado também pelo anúncio da Petrobras sobre um reajuste de 13,9% no preço médio do querosene de aviação (QAV).
Paralelamente, o dólar comercial apresentou queda de 0,54%, sendo negociado a R$ 5,153 ao final do pregão. Apesar de uma leve alta inicial após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre – que indicou uma desaceleração econômica e reforçou expectativas de cortes na taxa Selic –, a moeda americana reverteu o movimento. A valorização do petróleo e o comportamento de outras moedas de economias emergentes influenciaram a trajetória de queda do dólar.
A commodity petrolífera disparou no mercado internacional. O petróleo do tipo WTI (Texas) fechou com alta de 5,2%, a US$ 90,22 por barril, enquanto o Brent, referência internacional, avançou 4,6%, a US$ 94,65. O aumento nos preços do petróleo está diretamente ligado ao receio de interrupções no fornecimento global, em virtude das crescentes tensões no Oriente Médio.
A divulgação do PIB brasileiro também esteve no radar. A economia do país cresceu 0,5% no segundo trimestre em comparação com o anterior, desacelerando em relação aos 1,1% do primeiro trimestre. Este desempenho reforça a percepção de que o Banco Central pode prosseguir com a redução da taxa básica de juros (Selic).

