O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta quinta-feira (8) que a França votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão, comunicada através das redes sociais, adiciona uma camada significativa de complexidade às negociações que se arrastam há anos.
Em sua declaração, Macron justificou a posição francesa citando que o acordo está desatualizado e foi negociado com base em termos obsoletos, remontando ao mandato de 1999. Embora a França reforce seu apoio ao comércio internacional, o presidente argumenta que os benefícios econômicos esperados do acordo EU-Mercosul para o crescimento francês e europeu seriam limitados.
A oposição francesa ao acordo não é uma novidade. O governo tem enfrentado forte pressão interna, especialmente do setor agrícola, cujos representantes temem a concorrência de produtos sul-americanos. A decisão de Macron será levada à reunião do Conselho da União Europeia, marcada para esta sexta-feira (9) em Bruxelas.
A França se junta a outros países europeus que também manifestaram sua oposição, como Irlanda, Polônia e Hungria. Em contrapartida, Alemanha e Espanha já declararam apoio à assinatura, enquanto a Itália sinalizou uma inclinação favorável. A possibilidade de assinatura do documento ainda na próxima semana agora enfrenta um obstáculo considerável com a posição francesa.

