O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência neste sábado (3) no Palácio do Itamaraty, em Brasília, para debater os desdobramentos da incursão militar dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida na madrugada do mesmo dia. A ação resultou na suposta captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua retirada do país.
O encontro conta com a participação de figuras-chave do governo, incluindo o Ministro da Defesa, José Múcio, e a Ministra Substituta das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha. A Secretária-Executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, e outros diplomatas brasileiros também estão presentes para analisar a situação e traçar a resposta diplomática do Brasil.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra no Rio de Janeiro, acompanha os eventos e deve participar da reunião por videoconferência. Sua assessoria confirmou o retorno antecipado para Brasília ainda neste sábado. O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que estava em férias, também retorna à capital federal para tratar do assunto.
Relatos indicam que os Estados Unidos realizaram bombardeios em alvos estratégicos na capital venezuelana, Caracas, e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira. O paradeiro exato de Nicolás Maduro, dado como capturado por declarações do presidente americano Donald Trump, ainda é incerto. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodrigues, solicitou evidências da condição de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Em pronunciamento divulgado em redes sociais, o Presidente Lula manifestou repúdio ao uso da força contra o país vizinho. Ele comparou a ação a “piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe” e ressaltou a ameaça à estabilidade regional. Lula enfatizou a necessidade de uma resposta contundente da Organização das Nações Unidas (ONU) e reafirmou a disposição do Brasil em promover o diálogo e a cooperação como caminhos para a resolução do conflito.

