Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    • Início
    • Política
    • Polícia
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    Início » Cerco jihadista a Bamako: Aliança Sahel em xeque e novas alianças em jogo
    Mundo

    Cerco jihadista a Bamako: Aliança Sahel em xeque e novas alianças em jogo

    RedaçãoPor Redação4 de maio de 2026
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Pinterest Email

    A capital do Mali, Bamako, enfrenta um cerco intensificado por grupos jihadistas, incluindo um afiliado à Al-Qaeda, um cenário que lança sombras sobre a estabilidade da Aliança dos Estados do Sahel (AES). Formada por Mali, Níger e Burkina Faso, a aliança emergiu de golpes militares que instalaram governos nacionalistas, buscando romper com a influência histórica da França na África Ocidental.

    A recente ofensiva, que teve início em 25 de abril, resultou na tomada de cidades estratégicas como Kidal por grupos como o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM) e a Frente de Libertação do Azaward (FLA). Estes ataques coordenados culminaram na morte do ministro da Defesa maliano, Sadio Camara, e na instalação de barreiras que visam forçar a rendição do governo de Assimi Goïta.

    O cerco a Bamako, que já se arrasta por meses, impacta o abastecimento da capital, conforme explica o historiador Eden Pereira Lopes da Silva, pesquisador do NIEAAS. Ele alerta que a eventual queda do Mali, o maior país da AES em extensão territorial, poderia criar um cenário de instabilidade comparável a uma “Líbia dentro do Sahel”, afetando não apenas Burkina Faso e Níger, mas também países vizinhos como Gana e Costa do Marfim.

    A região do Sahel, uma vasta área que separa o Saara da África subsaariana, é rica em recursos naturais, mas assola a pobreza e o terrorismo. O núcleo da luta contra grupos insurgentes islâmicos tem migrado do Oriente Médio para esta região, que se tornou um importante polo de recrutamento.

    Em resposta aos ataques, o governo maliano condenou o que chamou de “conspiração monstruosa”, enquanto a AES classificou a ação como “bárbara e desumana”. A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) havia anteriormente expulsado Mali, Burkina Faso e Níger após as mudanças de governo, intensificando o isolamento político dessas nações.

    O Mali já acusou formalmente a França, em 2022, perante o Conselho de Segurança da ONU, de apoiar e financiar grupos terroristas através de violações do espaço aéreo para coleta de informações e fornecimento de armas. A França nega veementemente as acusações, lembrando seu histórico de combate ao terrorismo na região, que custou a vida de 59 soldados franceses.

    Analistas geopolíticos apontam para um possível envolvimento ocidental na desestabilização da região, com o objetivo de manter o controle sobre a exploração de recursos naturais e frustrar projetos como o gasoduto da Nigéria. Em contrapartida, os países da AES têm buscado apoio militar da Rússia, através de grupos como a África Korps, ligada ao grupo Wagner.

    Apesar do apoio russo, a ofensiva jihadista demonstra que o envolvimento de Moscou ainda não reverteu a situação. O JNIM, braço da Al-Qaeda no Sahel, almeja um califado islâmico que abranja Mali, Burkina Faso e Níger. Já o FLA, composto por grupos tuaregues, busca a criação de um estado para sua etnia, com histórico de atuações vinculadas à França.

    A desestabilização do Sahel é vista como um interesse de diversas potências, incluindo França, outros países europeus e possivelmente os Estados Unidos, que buscam enfraquecer os governos nacionalistas. Há também a percepção de que monarquias do Oriente Médio, como Catar e Emirados Árabes Unidos, financiam grupos jihadistas que servem a interesses ocidentais.

    O presidente de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, um dos líderes da AES, classifica o terrorismo como uma expressão do imperialismo e defende que o fortalecimento militar é crucial para o desenvolvimento da nação. A luta contra o terrorismo, para ele, é uma batalha pela soberania e pelo futuro do continente.

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email

    Postagens Recentes

    EUA garantem controle de 21% do petróleo venezuelano por um século com empresa ligada ao Pentágono

    1 de setembro de 2026

    Brasil contesta tarifas americanas e alega tratamento discriminatório em comércio internacional

    31 de agosto de 2026

    Brasil e EUA reabrem diálogo comercial após disputa de tarifas

    31 de agosto de 2026

    Venezuela e EUA firmam acordo petrolífero para impulsionar produção e economia

    29 de agosto de 2026

    COP17: Acordo global contra secas adiado novamente em meio a impasses financeiros e geopolíticos

    27 de agosto de 2026

    Brasil lamenta tragédia no Himalaia: 157 mortos em deslizamentos no Nepal e Tibete

    26 de agosto de 2026
    Adicionar Comentário

    Comments are closed.

    • Facebook
    • Instagram
    Últimas Notícias

    Crise e “tiktokização” ofuscam propostas eleitorais no Brasil, alerta Fenaj

    15 de setembro de 2026

    Agenda presidencial: candidatos cumprem compromissos em diversas frentes nesta terça-feira

    15 de setembro de 2026

    Inteligência artificial em campanhas: estudo aponta uso indevido e desinformação nas redes

    15 de setembro de 2026

    “Em quatro anos, vamos fazer uma revolução na saúde”: Professora Maria do Carmo apresenta plano para transformar o atendimento no Amazonas

    14 de setembro de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Tempo de Noticias.Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.