Um ataque aéreo conduzido pelos Estados Unidos resultou na destruição completa do Centro de Matemática do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC), localizado no estado de Miranda. O incidente, que ocorreu próximo à capital Caracas, também causou danos parciais a outros centros de pesquisa importantes, incluindo Física, Química, Ecologia e Tecnologia Nuclear.
Segundo o IVIC, o prédio dedicado à Matemática, que faz parte da Universidade Nacional das Ciências, foi totalmente arrasado. Felizmente, não há relatos de vítimas feridas em decorrência do bombardeio. A instituição divulgou imagens que mostram a extensão da destruição nas instalações científicas.
Uma investigação preliminar conduzida pelo instituto identificou o projétil utilizado como uma bomba AGM 154 C-1, um míssil guiado de alta precisão. O vice-ministro de Aplicação do Conhecimento Científico e diretor do IVIC, Alberto Quintero, condenou veementemente o ataque, classificando-o como um ato de terrorismo e crime contra a humanidade. Quintero destacou que o conhecimento, a ciência e a tecnologia não devem ser transformados em instrumentos de guerra para desestabilizar nações.
O comunicado do IVIC ressaltou que as áreas atingidas abrigavam servidores e equipamentos vitais para as redes de computadores da instituição, que foram completamente perdidos. A nota enfatiza a falta de justificativa para atacar um local dedicado à ciência, que historicamente contribuiu com descobertas significativas para a Venezuela e para o mundo. A instituição declarou seu compromisso em reconstruir as instalações afetadas.
O bombardeio faz parte de uma série de ações militares dos EUA contra a Venezuela, iniciadas no último sábado (3), que incluíram ataques em quatro cidades e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, acusado pelos EUA de narcotráfico. Até o momento, as operações militares americanas resultaram em 58 mortes confirmadas, segundo relatórios. A ação internacionalmente criticada foi apontada pela ONU e por diversos países como uma violação do direito internacional, estabelecendo um precedente preocupante para a América Latina e o cenário global.
Nicolás Maduro nega as acusações e alega que a intervenção dos EUA visa controlar as vastas reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo. Em meio à instabilidade, o governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, reafirma a soberania do país, enquanto os EUA, sob a liderança de Trump, ameaçam intervir diretamente até a ocorrência de uma transição política.

