A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirigiu uma carta à presidência da Conferência Episcopal Venezuelana, expressando profunda solidariedade em face do complexo cenário que o país sul-americano atravessa. A manifestação ocorre em um momento de acentuadas tensões e incertezas que afetam diretamente a população venezuelana.
Em comunicado divulgado em suas plataformas digitais, a CNBB reconhece o atual período como marcado por sofrimento e dificuldades para o povo da Venezuela. A entidade eclesiástica se une espiritualmente às orações e aos esforços pastorais em andamento, oferecendo apoio às vítimas de violência, aos feridos e às famílias enlutadas.
Como lideranças religiosas na América Latina, os bispos brasileiros compartilham a dor daqueles que sofrem e reafirmam sua esperança na mensagem de paz do Evangelho. A CNBB enfatiza que o diálogo franco, a busca por justiça e o respeito incondicional à dignidade humana e à soberania das nações são os pilares essenciais para a construção do bem comum.
A carta ressalta ainda que esses princípios são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para o estabelecimento de uma convivência social pautada pela reconciliação e pela paz duradoura. A CNBB invoca o Espírito Santo para que continue a guiar a missão profética da Igreja na Venezuela, concedendo serenidade, sabedoria e fortaleza aos seus membros e conduzindo o povo venezuelano em direção à unidade e à esperança.
Recentemente, o país foi palco de eventos que aumentaram a instabilidade. Explosões registradas na capital, Caracas, e a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa por forças norte-americanas foram pontos de grande repercussão internacional. Tais ações reacenderam debates sobre intervenções estrangeiras na América Latina, um tema com histórico na região.
O governo dos Estados Unidos acusou Maduro de envolvimento em atividades ilícitas, sem, contudo, apresentar provas concretas, segundo especialistas. Críticos apontam que tais medidas podem ter motivações geopolíticas, visando influenciar a posição da Venezuela no cenário global e o controle sobre seus vastos recursos petrolíferos, que detêm as maiores reservas comprovadas do mundo.

