Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, desembarcou em solo norte-americano no Aeroporto Internacional de Stewart, localizado no Vale do Hudson, a aproximadamente 95 quilômetros de Nova York. A chegada da aeronave que transportava Maduro e sua esposa, Cília Flores, ocorreu por volta das 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (3). A informação surge após relatos de que o líder venezuelano teria sido detido em Caracas por forças especiais dos Estados Unidos.
Ao desembarcar, Maduro foi avistado em meio a dezenas de agentes federais, incluindo membros do FBI e da DEA (Drug Enforcement Administration), agência de combate às drogas dos EUA. De acordo com a imprensa americana, o presidente venezuelano e sua esposa enfrentarão acusações de tráfico internacional de drogas. O governo dos Estados Unidos ainda não apresentou publicamente as provas que sustentam essas alegações. O plano é que ambos sejam levados de helicóptero para Manhattan, onde ficarão detidos na sede da DEA antes de serem encaminhados a presídios.
Em pronunciamento oficial após a notícia da captura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo americano assumirá a administração da Venezuela até que uma transição de poder seja realizada. Trump mencionou que a operação militar foi planejada por meses e envolveu cerca de 150 aeronaves, segundo autoridades americanas. Ele não especificou o período de controle direto do país sul-americano, que compartilha uma extensa fronteira com o Brasil.
Em meio a essa conjuntura, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina do país. Ela rejeitou veementemente qualquer subordinação ao governo dos EUA em sua primeira declaração oficial. Analistas internacionais apontam que a América Latina se encontra em uma posição vulnerável diante da intervenção americana.

