O Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, expressou forte repúdio ao bombardeio perpetrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, país vizinho ao estado de Roraima. Em declarações públicas, Padilha enfatizou que nenhuma circunstância justifica a escalada de conflitos para ações militares com uso de bombas.
“A guerra ceifa vidas civis, aniquila infraestruturas de saúde e impede o acesso ao tratamento para a população. Quando tais eventos ocorrem em nações fronteiriças, as consequências se multiplicam, afetando diretamente nossos cidadãos e o sistema de saúde brasileiro”, declarou o ministro.
Padilha ressaltou que o Ministério da Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) em Roraima já enfrentam desafios decorrentes da instabilidade no país vizinho, mesmo antes do recente ataque. Ele mencionou que os investimentos brasileiros na região aumentaram após os Estados Unidos suspenderem financiamentos anteriormente destinados à Operação Acolhida, programa de apoio a refugiados venezuelanos.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforçou seus investimentos e a alocação de profissionais de saúde em Roraima, tanto na capital quanto em áreas indígenas, por meio da Agência do SUS. “Desde o início das tensões militares na região vizinha, mobilizamos a Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes especializadas em Saúde Indígena para mitigar ao máximo os efeitos do conflito na saúde e no SUS do Brasil”, explicou o ministro.
Concluindo sua manifestação, Padilha clamou por paz: “Que venha a PAZ! Enquanto isso, nosso compromisso é com o cuidado de todos que necessitarem de assistência em território brasileiro.”

