Em um desenvolvimento significativo no conflito, a Rússia empregou um míssil hipersônico Oreshnik em um ataque de larga escala contra a Ucrânia, que incluiu o uso extensivo de drones. O ataque ocorreu entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, coincidindo com o período em que negociações para um cessar-fogo estariam em andamento.
Este é o segundo registro do uso do míssil Oreshnik, uma arma descrita como uma das mais avançadas do arsenal russo. Capaz de atingir velocidades dez vezes superiores à do som, o projétil também possui a capacidade de portar ogivas nucleares. O Ministério da Defesa russo justificou o lançamento como uma retaliação a uma suposta tentativa de ataque com drone ucraniano a uma residência presidencial em março, alegação negada por Kiev.
O ataque russo visou infraestruturas críticas, conforme informado pelo governo de Moscou, que também declarou o uso de drones de ataque, armamento terrestre e marítimo de alta precisão. Segundo o comunicado oficial russo, os alvos incluíram uma fábrica de drones e instalações de energia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o impacto do míssil Oreshnik, além de outros 22 mísseis de cruzeiro e 13 balísticos. Ele relatou também o emprego de 242 drones, resultando em danos a edifícios residenciais e, até o momento, quatro mortes e dezenas de feridos na capital, Kiev. Zelensky apelou por uma resposta internacional robusta, especialmente dos Estados Unidos, e enfatizou a necessidade de a Rússia focar em diplomacia, sob pena de enfrentar novas consequências por atos de destruição.

