Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    • Início
    • Política
    • Polícia
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    Início » Suprema Corte dos EUA e o mapa eleitoral: entidades alertam para risco à democracia e possível benefício a Trump
    Mundo

    Suprema Corte dos EUA e o mapa eleitoral: entidades alertam para risco à democracia e possível benefício a Trump

    RedaçãoPor Redação1 de maio de 2026
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Pinterest Email

    Organizações proeminentes do movimento negro e de direitos civis nos Estados Unidos expressaram profunda preocupação com a recente decisão da Suprema Corte, de maioria conservadora, que anulou o mapa eleitoral do estado da Louisiana para o Congresso. As entidades classificam a medida como um ataque à democracia americana, com potencial para beneficiar o ex-presidente Donald Trump.

    Derrick Johnson, presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), declarou que a democracia do país está em perigo. “A decisão de hoje é um golpe devastador para o que resta da Lei dos Direitos de Voto e uma licença para políticos corruptos que querem manipular o sistema silenciando comunidades inteiras. A Suprema Corte traiu os eleitores negros, traiu a América e traiu nossa democracia”, afirmou Johnson, ressaltando o impacto da decisão sobre a representatividade de eleitores negros.

    A decisão, tomada por seis votos a três, reverteu a aprovação de distritos eleitorais na Louisiana por considerar que foram excessivamente baseados em critérios raciais, conforme a Lei dos Direitos de Voto. Como consequência, dois distritos com maioria negra deverão ser alterados, o que pode modificar o equilíbrio partidário no parlamento estadual. Em resposta, o governador da Louisiana, Jeff Landry, cancelou as primárias partidárias agendadas para maio, visando redesenhar os mapas eleitorais antes das próximas votações.

    Analistas políticos apontam que essa alteração pode favorecer o Partido Republicano e Donald Trump. A justificativa para a mudança, baseada na suposta racialização dos distritos, abre precedentes para que outros estados reconfigurem áreas com forte concentração de eleitores negros e latinos, historicamente inclinados a votar nos Democratas. Essa estratégia é vista como uma forma de manipular resultados eleitorais, prática conhecida como gerrymandering.

    O Reverendo Al Sharpton, presidente da National Action Network, comparou a decisão a um ataque direto ao legado de Martin Luther King Jr. e à luta pelos direitos civis. “A decisão de hoje é uma bala no coração do movimento pelos direitos de voto. O Dr. King não marchou pela Ponte Edmund Pettus para que seis juízes em Washington pudessem desfazer silenciosamente o que foi conquistado com sangue”, declarou Sharpton, criticando o que considera um enfraquecimento contínuo da Lei dos Direitos de Voto.

    Donald Trump, por sua vez, celebrou publicamente a decisão da Suprema Corte, agradecendo ao governador da Louisiana por levar o caso à corte e agir rapidamente para corrigir o que chamou de “inconstitucionalidade” dos mapas eleitorais. Trump também incentivou o governador do Tennessee a realizar mudanças semelhantes em seus distritos eleitorais, visando fortalecer a posição republicana.

    Lideranças democratas manifestaram intenção de combater a decisão, alertando para o aprofundamento do gerrymandering e seus efeitos nas eleições legislativas de meio de mandato em novembro. Estados como Texas, Flórida e Missouri já alteraram seus distritos eleitorais, com análises indicando que essas mudanças favorecem majoritariamente os republicanos. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) classificou a decisão como “vergonhosa”, argumentando que ela enfraquece a Lei dos Direitos de Voto, pilar da democracia multirracial americana.

    O gerrymandering, prática de manipulação dos limites de distritos eleitorais, é um método utilizado nos EUA, onde o sistema eleitoral é majoritariamente distrital. Ao redesenhar as fronteiras, busca-se concentrar ou dispersar grupos de eleitores para garantir a vitória de um determinado partido, afetando diretamente a representatividade de minorias.

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email

    Postagens Recentes

    Brasil contesta tarifas dos EUA na OMC: alega inconsistência com regras comerciais

    30 de julho de 2026

    Paraguai convoca embaixador brasileiro após declarações de Lula sobre Guerra do Paraguai

    30 de julho de 2026

    Brasil contesta decisão dos EUA de renovar emergência nacional com acusações “infundadas”

    29 de julho de 2026

    Ouro ilegal avaliado em R$ 120 milhões é apreendido em jatinho de empresário brasileiro na Bolívia

    29 de julho de 2026

    Jovem de 16 anos desafia mar revolto e salva criança de afogamento na Califórnia

    29 de julho de 2026

    Quase metade da juventude argentina enfrenta vulnerabilidade social, aponta estudo

    28 de julho de 2026
    Adicionar Comentário

    Comments are closed.

    • Facebook
    • Instagram
    Últimas Notícias

    Lei antifacção em debate: como o Rio busca frear o domínio de grupos criminosos violentos

    1 de agosto de 2026

    Partido Verde declara apoio a Lula em convenção virtual e reforça foco em sustentabilidade

    1 de agosto de 2026

    Brasil supera Alemanha e conquista título inédito em retorno de desafio internacional de judô

    31 de julho de 2026

    Dólar encerra julho em baixa apesar de leve alta diária; Ibovespa e petróleo disparam

    31 de julho de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Tempo de Noticias.Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.