O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações surpreendentes sobre uma recente operação militar americana na Venezuela. Em discurso direcionado a parlamentares republicanos em Washington, Trump elogiou a ação, ocorrida no último sábado (3), e revelou que, apesar de o objetivo ter sido a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, houve baixas significativas do lado venezuelano.
Sem fornecer um número exato, Trump afirmou que “do outro lado, muitos morreram”, acrescentando que “muitos cubanos” estavam entre os falecidos. A operação, descrita como complexa e com o envolvimento de 152 aeronaves e “muita gente no solo”, foi considerada por Trump um sucesso tático, apesar das mortes.
O presidente americano detalhou a estratégia, mencionando que o corte de energia em grande parte do país foi um ponto chave para a percepção do problema por parte das autoridades venezuelanas. Ele também aproveitou para exaltar a superioridade militar dos Estados Unidos, declarando que nenhuma outra nação se compara à sua força.
Trump também criticou o Partido Democrata por se opor às ações americanas e manifestantes que protestaram contra a operação em Nova York, sugerindo que eram “pagos”.
As declarações de Trump contrastam com a versão venezuelana. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou no domingo (4) que a equipe de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque. Padrino rejeitou a intervenção americana e exigiu a libertação de Maduro, que estaria detido em Nova York sob acusações de narcoterrorismo.

