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    Venezuela: Ataque dos EUA Deixa 58 Mortos; Vítimas Incluem Militares, Civis e Estrangeiros

    RedaçãoPor Redação7 de janeiro de 2026
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    Cinco dias após uma ação militar dos Estados Unidos visando a destituição do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o número de mortos confirmados em decorrência dos ataques chega a 58. As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um balanço completo de vítimas, feridos ou a extensão dos danos causados pelas ofensivas em Caracas e nos estados de Aragua, La Guaira e Miranda.

    As informações oficiais divulgadas até a noite de terça-feira (6) indicam que pelo menos 58 pessoas faleceram no sábado (3), durante a incursão militar estadunidense que incluiu bombardeios em pontos estratégicos e o sequestro de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, levados para um centro de detenção temporária em Nova York.

    Entre as vítimas fatais estão 32 militares cubanos que faziam parte da segurança de Maduro, 24 soldados do Exército venezuelano e pelo menos duas civis. Uma das vítimas civis identificadas é Rosa Elena Gonzáles, 80 anos, que residia próximo à Academia Militar da Armada Bolivariana, em La Guaira. Segundo relatos da imprensa venezuelana e agências de notícias, ela sofreu ferimentos graves quando sua casa foi atingida durante o ataque e não resistiu. Seu sepultamento ocorreu na segunda-feira (5).

    A segunda vítima civil confirmada é a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, 45 anos. Sua morte foi lamentada pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que criticou Donald Trump em sua conta no X (antigo Twitter), afirmando que uma “mãe colombiana, caribenha, cheia de sonhos” foi assassinada sob ordens “internacionalmente ilegais”. A casa de Yohana, onde vivia com a filha, em El Hatillo, Miranda, teria sido atingida por um míssil estadunidense, possivelmente direcionado a torres de telecomunicações na área. Ela residia na Venezuela há mais de uma década e possuía um pequeno comércio.

    Na terça-feira (6), a Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) prestou homenagem aos 24 soldados venezuelanos mortos na operação, que teria ocorrido sem o conhecimento do Congresso dos EUA e sem aval do Conselho de Segurança da ONU. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba também divulgou nota lamentando a morte de seus 32 militares, classificando a ação dos Estados Unidos como um “covarde e criminoso ato de terrorismo de Estado”.

    Em pronunciamento a deputados de seu partido, Donald Trump comentou que a incursão militar resultou em “muitas” mortes do “outro lado”, incluindo cubanos, sem baixas entre as forças americanas, descrevendo o ataque como “brilhante taticamente”.

    Adicionalmente, a ofensiva dos EUA na região, justificada pelo combate ao tráfico de drogas, tem gerado outras mortes. Relatos do jornal The New York Times indicam que, desde setembro de 2025, pelo menos 115 pessoas foram mortas em 35 embarcações bombardeadas no Caribe, sob a alegação de envolvimento com narcotráfico. Se confirmados, esses números elevariam o total de mortos em ações militares dos EUA na região para 173 em menos de cinco meses.

    Vídeos divulgados pelo Departamento de Defesa dos EUA mostram que, em muitos casos, tripulantes de embarcações não têm chance de se render. Um exemplo é Alejandro Carranza, 42 anos, cujo barco foi bombardeado em setembro de 2025. Autoridades estadunidenses alegaram que ele transportava drogas, enquanto a família nega, afirmando que ele era pescador. O presidente colombiano Gustavo Petro designou um advogado para representar a família de Carranza em uma ação judicial contra os EUA na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

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