Quatro importantes frentes parlamentares brasileiras uniram forças nesta quarta-feira (4) para lançar a Coalizão dos Biocombustíveis. O movimento, que busca consolidar o país como líder mundial no setor, congrega as Frentes Parlamentares da Agropecuária, do Biodiesel, do Etanol e da Economia Verde.
O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que também preside a Comissão Especial da Câmara sobre Transição Energética, será o comandante da nova coalizão. O objetivo principal é agilizar a regulamentação e a implementação de leis cruciais para o avanço dos biocombustíveis, como a Lei dos Biocombustíveis (Lei 13.576/17), a Lei do Hidrogênio Verde (Lei 14.948/24) e a recente Lei dos Combustíveis do Futuro (Lei 14.993/24).
Jardim destacou a Lei dos Combustíveis do Futuro, da qual foi relator, como um catalisador para investimentos estimados em R$ 260 bilhões. Ele enfatizou que a coalizão representa um esforço conjunto para consolidar o Brasil na redução da dependência de combustíveis fósseis, promovendo a geração de empregos e renda, e reafirmando a posição do país como potência mundial em energias renováveis.
Países como Índia, Indonésia e Estados Unidos já seguem o exemplo brasileiro na expansão do uso e produção de biocombustíveis. O deputado Sergio Souza (MDB-PR), ex-presidente e atual dirigente da Frente Parlamentar da Agropecuária, manifestou o apoio do agronegócio à iniciativa, ressaltando o potencial brasileiro para liderar a transição energética.
Na esfera internacional, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), coordenador da Frente Parlamentar do Biodiesel, explicou que a coalizão atuará como um “termômetro” do mercado externo, buscando prevenir instabilidades na produção e garantir a absorção de produtos brasileiros e seus derivados. A ideia é dialogar com embaixadores e combater a desinformação sobre o setor, especialmente em questões ambientais.
Os benefícios ambientais dos biocombustíveis também foram evidenciados. André Lavor, diretor da Binatural Energias Renováveis, apresentou dados sobre a redução de emissões de gás efeito estufa proporcionada pelo biodiesel, que chega a mais de 80%. Ele projeções indicam que um aumento na mistura de biodiesel ao diesel para 25% até 2035 poderá evitar a emissão de mais de 500 milhões de toneladas de CO2.
A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), relatora da Lei do Paten (Programa de Aceleração da Transição Energética), reforçou o papel do Congresso Nacional em impulsionar a agenda verde e incentivar o consumo de produtos nacionais. O conselho deliberativo da Coalizão dos Biocombustíveis será composto pelos presidentes das frentes parlamentares envolvidas.

