Em um anúncio que abalou a comunidade internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (29) a retomada dos testes de armas nucleares no país, encerrando um período de mais de três décadas sem explosões atômicas controladas. A decisão marca uma virada drástica na política de defesa americana e reacende o espectro de uma nova corrida armamentista global.
Trump justificou a medida como uma resposta direta ao avanço militar de Rússia e China, afirmando que os EUA “não podem ficar para trás” em um cenário de crescente rivalidade estratégica.
> “Os Estados Unidos têm mais armas nucleares do que qualquer outro país. Isso foi alcançado, incluindo uma atualização e renovação completa das armas existentes, durante o meu primeiro mandato. Devido ao imenso poder destrutivo, ODIEI fazer isso, mas não tive escolha!”, declarou o presidente em sua rede social.
A ordem executiva foi encaminhada ao Departamento de Defesa, autorizando a realização de novos testes subterrâneos e a reativação de instalações no Nevada National Security Site, local histórico das detonações nucleares americanas durante o século 20.
A decisão ocorre em meio à escalada de tensões com Moscou e Pequim. Nas últimas semanas, a Rússia anunciou o sucesso nos testes do torpedo nuclear “Poseidon” e do míssil “Burevestnik”, ambos com capacidade intercontinental e ogivas de longo alcance. Já a China, segundo relatórios de inteligência ocidentais, duplicou seu arsenal nuclear entre 2020 e 2025, saltando de 300 para cerca de 600 ogivas — uma expansão sem precedentes em tempos de paz.
Especialistas alertam que a retomada americana pode desencadear uma nova era de competição nuclear, semelhante à da Guerra Fria, com consequências imprevisíveis para a segurança global.
> “O gesto de Trump rompe décadas de consenso internacional sobre a contenção nuclear. Isso pode incentivar outros países a reavaliar seus programas e ampliar o risco de incidentes atômicos”, avaliou o analista de segurança internacional Thomas Ridley, da Universidade de Georgetown.
Com a decisão, os Estados Unidos se afastam de tratados históricos como o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), nunca ratificado por Washington, mas amplamente respeitado desde 1996.
A medida foi recebida com preocupação por aliados da OTAN e com silêncio estratégico por parte da China, enquanto o Kremlin classificou o ato como “uma provocação irresponsável”.
O anúncio de Trump marca o início de um novo capítulo de incerteza nuclear — e o mundo observa, em alerta máximo, os desdobramentos dessa decisão que pode redefinir o equilíbrio de poder no século 21.

