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    Início » Revolução Trabalhista? Projeto de Lei Propõe Que Empregado Recolha Seus Próprios Encargos
    Política

    Revolução Trabalhista? Projeto de Lei Propõe Que Empregado Recolha Seus Próprios Encargos

    RedaçãoPor Redação14 de janeiro de 2026
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    Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, o PL 894/25, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), propõe uma mudança significativa na forma como os encargos trabalhistas são recolhidos. A proposta visa repassar a responsabilidade do recolhimento de contribuições previdenciárias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e imposto de renda diretamente para o empregado.

    Atualmente, essas obrigações são de responsabilidade do empregador. Contudo, o projeto de lei estabelece que o empregador deverá entregar ao trabalhador o valor bruto do salário, sem os descontos habituais. O recolhimento desses encargos passaria a ser feito pelo próprio empregado, através de um documento de arrecadação trabalhista unificado, que seria emitido mensalmente pela Receita Federal do Brasil.

    O deputado Marcos Pollon argumenta que a medida tem como objetivo principal aliviar o empregador de “encargos operacionais excessivos” e, ao mesmo tempo, fomentar a “consciência fiscal” entre os trabalhadores. Segundo o parlamentar, a intenção é que o empregado tenha uma visão mais clara dos tributos e contribuições que incidem sobre sua remuneração, permitindo um planejamento financeiro mais detalhado e consciente.

    A proposta de alteração legislativa impacta a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei do FGTS e a Lei Orgânica da Seguridade Social. O boleto unificado para o recolhimento dos encargos teria seu vencimento fixado até o dia 20 do mês seguinte ao pagamento do salário.

    O projeto de lei ainda passará por análise nas comissões de Trabalho, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Caso aprovado nas comissões, o texto ainda precisará ser votado e aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal para se tornar lei.

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