A Meta, conglomerado proprietário de plataformas como Facebook, WhatsApp e Instagram, desativou temporariamente os anúncios vinculados ao perfil do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida ocorreu a apenas 10 dias do primeiro turno das eleições brasileiras, gerando reações imediatas da equipe de campanha.
Em resposta ao bloqueio, a campanha de Lula apresentou um recurso à Meta, argumentando que a suspensão não foi devidamente justificada. A conta de anúncios do candidato foi restabelecida no mesmo dia, mas a equipe aguarda um posicionamento oficial da gigante de tecnologia para esclarecer os motivos do ocorrido.
Até o momento, a Meta não forneceu explicações sobre a interrupção temporária dos anúncios. A empresa não comentou o caso quando contatada pela Agência Brasil, mesmo após o fechamento desta reportagem. O episódio reacendeu o discurso de apoiadores de Lula, que apontam para uma suposta parcialidade de empresas americanas em favor de opositores políticos do PT.
O incidente ocorre em um contexto de debates sobre a regulação de big techs no Brasil. O governo atual tem defendido a implementação de regras para essas plataformas, o que tem gerado atritos com as empresas de tecnologia e também com o governo dos Estados Unidos, especialmente sob a administração de Donald Trump, que tem manifestado críticas a países que buscam impor regulamentações a plataformas digitais e combater crimes online.

