A Seleção do Senegal conquistou o título da Copa Africana de Nações após vencer Marrocos por 1 a 0 em uma partida tensa neste domingo. O confronto, realizado em Rabat, capital marroquina, foi marcado por uma polêmica que culminou em um comunicado oficial da FIFA.
O placar permaneceu zerado até os minutos finais do segundo tempo, quando o árbitro, com o auxílio do VAR, marcou um pênalti para Marrocos. A decisão gerou forte protesto por parte dos jogadores senegaleses, que chegaram a deixar o campo. Após alguns minutos de paralisação, a equipe retornou para continuar a disputa. O pênalti, cobrado por Brahim Díaz, foi defendido pelo goleiro senegalês.
A partida seguiu para a prorrogação, onde Pape Gueye marcou o gol que garantiu a vitória e o bicampeonato para o Senegal. Este título consolida a força do país no futebol africano.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, utilizou sua conta no Instagram para parabenizar o Senegal pela conquista e também elogiar Marrocos. No entanto, ele não poupou críticas à conduta dos senegaleses em campo. “Infelizmente, testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e condenamos fortemente o comportamento de alguns ‘torcedores’, bem como de alguns jogadores senegaleses e também de sua comissão técnica. É inaceitável deixar o campo de jogo. A violência também não pode ser tolerada em nosso esporte. Isso, simplesmente, não é correto”, escreveu Infantino.
Em decorrência dos incidentes, jogadores e membros da comissão técnica do Senegal enfrentam possíveis punições da FIFA. De acordo com o jornal esportivo espanhol As, além de multas, há a possibilidade de os atletas serem impedidos de participar da próxima Copa do Mundo.

