O Banco Central do Brasil (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida por seus serviços bancários. A medida, que retira a instituição do mercado, exige atenção especial dos clientes, tanto aqueles com dívidas em aberto quanto os que possuem valores a receber. Especialistas recomendam cautela e acompanhamento das comunicações oficiais.
Com a intervenção do BC, a Will Financeira encerra suas operações e seus ativos são congelados. Um liquidante será nomeado para gerenciar o processo, avaliando o patrimônio da empresa, seus créditos e débitos. O objetivo é organizar o pagamento aos credores, seguindo uma ordem estabelecida.
Para os clientes que possuem dívidas com a Will, como faturas de cartão de crédito, a obrigação contratual permanece. O não pagamento pode gerar inadimplência, negativação do nome nos órgãos de proteção ao crédito (Serasa e SPC) e outras sanções financeiras, conforme explicado por André Franco, especialista em mercado financeiro. As dívidas são registradas no sistema financeiro nacional e não são perdoadas pela liquidação.
Quanto aos clientes que têm dinheiro aplicado ou em conta na Will Financeira, a situação exige paciência. O liquidante será responsável por apurar os valores e definir os procedimentos de ressarcimento. A presença da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode mitigar os riscos. O FGC garante depósitos e investimentos em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Contas correntes e investimentos até esse limite estão protegidos.
No entanto, o especialista alerta que o principal risco para quem tem valores a receber pode ser a demora no processo de pagamento pelo FGC. Produtos financeiros não cobertos pelo FGC, como alguns tipos de débitos e letras financeiras, podem representar um risco maior para o investidor, caso não haja cobertura específica. A liquidação da Will Financeira, que é ligada ao Banco Master, ocorreu após a empresa deixar de honrar compromissos com a operadora de cartão Mastercard.

