O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou um expressivo avanço de 3,05% nesta quarta-feira (2), fechando o pregão aos 185.205,09 pontos. Este patamar representa o maior nível alcançado pelo índice desde maio, marcando a 11ª sessão consecutiva de alta. O desempenho positivo ocorreu em um contexto de tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, além de um cenário eleitoral doméstico em desenvolvimento.
No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhou a tendência de valorização dos ativos brasileiros, caindo 0,91% e encerrando o dia a R$ 5,106. Este é o menor valor de fechamento da moeda em três semanas, refletindo um fluxo de capital estrangeiro de volta para o Brasil. Após uma saída significativa no início de agosto, investidores internacionais voltaram a adquirir ativos locais nos últimos pregões do mês passado.
O avanço do Ibovespa foi o maior em termos percentuais diários desde março, chegando a atingir 186.028,06 pontos em seu pico intraday, um nível não visto desde 6 de maio. A mínima do dia foi registrada nos 179.733,57 pontos. A volta do interesse estrangeiro foi um dos principais motores dessa valorização, somada à percepção do mercado em relação ao cenário político-eleitoral do país.
A queda do dólar nesta quarta-feira o coloca em baixa acumulada de 1,72% em três sessões e de 6,97% no acumulado do ano. Internacionalmente, o índice que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas principais apresentou leve recuo de 0,13%.
No cenário internacional, os preços do petróleo registraram alta. O barril do tipo WTI para outubro avançou 0,88%, negociado a US$ 91,01, enquanto o Brent subiu 1,04%, atingindo US$ 95,63. As cotações foram impulsionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que geram preocupações com a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo. Dados oficiais sobre a queda nos estoques de petróleo nos EUA também contribuíram para o aumento dos preços, contrariando as expectativas do mercado.

