Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    • Início
    • Política
    • Polícia
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    Início » Governo Central fecha 2025 com déficit primário de R$ 61,7 bilhões
    Economia

    Governo Central fecha 2025 com déficit primário de R$ 61,7 bilhões

    RedaçãoPor Redação29 de janeiro de 2026
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Pinterest Email

    O Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um déficit primário de R$ 61,69 bilhões ao final de 2025. Este valor representa 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB) e reflete o impacto do aumento de despesas obrigatórias, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

    Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29), que também informou um superávit de R$ 22,1 bilhões para o mês de dezembro. Segundo o Tesouro Nacional, o resultado anual foi influenciado por um superávit de R$ 255,5 bilhões proveniente do Tesouro Nacional e do Banco Central, contrastando com um déficit de R$ 317,2 bilhões na Previdência Social (RGPS). Em termos reais, a receita líquida teve um acréscimo de 2,8%, enquanto as despesas avançaram 3,4%.

    O déficit de 2025 apresentou um aumento real de 32,3% em comparação com o ano anterior, quando o déficit primário atingiu R$ 42,92 bilhões (0,36% do PIB). Em 2024, o resultado foi impactado por gastos emergenciais relacionados às enchentes no Rio Grande do Sul, além do crescimento das despesas com Previdência Social e BPC.

    Apesar do resultado negativo, o déficit de 2025 ficou abaixo das expectativas do mercado. A pesquisa Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, indicava uma previsão de déficit de R$ 68,21 bilhões para o período.

    O resultado primário exclui os pagamentos de juros da dívida pública. A meta fiscal para o Governo Central em 2025, estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelo novo arcabouço fiscal, era de déficit primário zero, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O limite inferior dessa meta corresponderia a um déficit de até R$ 31 bilhões.

    Considerando apenas os gastos dentro das regras do arcabouço fiscal, o déficit primário foi de R$ 13 bilhões (0,1% do PIB). Estão excluídos da meta R$ 48,68 bilhões em compensações autorizadas, como pagamento de precatórios, ressarcimento de descontos previdenciários indevidos, despesas temporárias em educação e saúde, e gastos em projetos estratégicos de defesa.

    Um fator que contribuiu para atenuar o déficit foi o empoçamento de R$ 8 bilhões em recursos empenhados que não foram utilizados pelo governo. A arrecadação recorde em 2025 também desempenhou um papel crucial em impedir um déficit ainda maior.

    No lado das receitas, destacaram-se o aumento de R$ 43,56 bilhões no Imposto de Renda, impulsionado por rendimentos do trabalho e capital, e R$ 15,4 bilhões com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), devido a operações de câmbio, crédito a empresas e títulos. Outras receitas administradas pela Receita Federal cresceram R$ 13,7 bilhões, e a receita previdenciária aumentou R$ 37 bilhões, refletindo um mercado de trabalho dinâmico. A exploração de recursos naturais gerou R$ 14,8 bilhões a mais, em grande parte devido a acordos na área do pré-sal.

    Por outro lado, houve uma queda de R$ 26,3 bilhões nas receitas de dividendos e participações, principalmente pela menor contribuição da Petrobras e do BNDES.

    No âmbito das despesas, os principais aumentos foram em benefícios previdenciários (R$ 41,4 bilhões) e no BPC (R$ 10,8 bilhões), ambos influenciados pelo aumento de beneficiários e pelo reajuste do salário mínimo. Despesas com pessoal e encargos sociais subiram R$ 16,9 bilhões devido a reajustes para servidores do Poder Executivo. A complementação da União ao Fundeb aumentou R$ 10 bilhões, e despesas discricionárias cresceram R$ 11,9 bilhões.

    Houve uma redução significativa de R$ 20,7 bilhões em gastos extraordinários, comparado a 2024, ano em que houve despesas expressivas para o enfrentamento da calamidade no Rio Grande do Sul.

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email

    Postagens Recentes

    Energia antecipada: Brasil se prepara para o El Niño com reforço no sistema elétrico

    23 de julho de 2026

    TCU alerta sobre risco fiscal dos Correios e propõe compensação para universalização do serviço postal

    22 de julho de 2026

    Dólar atinge menor patamar desde junho com petróleo em alta e fluxo estrangeiro

    22 de julho de 2026

    Brasil Soberano 3: governo lança socorro de R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas por tarifas dos EUA

    22 de julho de 2026

    Banco do Brasil revoluciona contas de campanha com processo 100% digital para eleição 2026

    22 de julho de 2026

    Reforma tributária: autônomos e produtores rurais ganham seis meses extras para se adequarem ao CNPJ

    22 de julho de 2026
    Adicionar Comentário

    Comments are closed.

    • Facebook
    • Instagram
    Últimas Notícias

    Energia antecipada: Brasil se prepara para o El Niño com reforço no sistema elétrico

    23 de julho de 2026

    PT leva Flávio Bolsonaro ao TSE por fake news sobre urnas eletrônicas

    22 de julho de 2026

    TCU alerta sobre risco fiscal dos Correios e propõe compensação para universalização do serviço postal

    22 de julho de 2026

    Dólar atinge menor patamar desde junho com petróleo em alta e fluxo estrangeiro

    22 de julho de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Tempo de Noticias.Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.