O número de vítimas fatais na Venezuela em decorrência dos recentes terremotos ascendeu a 920, conforme anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nesta sexta-feira (26). A tragédia deixou ainda 3.360 feridos, 172 pessoas sob os escombros e mais de 4.000 desalojados.
O país registrou 302 réplicas após os dois tremores principais, que causaram extensos danos em Caracas, a capital, e em outras localidades como La Guaira, Aragua, Miranda, Carabobo, Falcón e Yaracuy. Equipes de resgate, compostas por venezuelanos e voluntários internacionais, trabalham incansavelmente na busca por sobreviventes em meio aos escombros.
A cidade costeira de La Guaira foi uma das mais atingidas, com a destruição de 100 edificações. Relatos de sobreviventes descrevem o momento do tremor e a dificuldade em acessar áreas afetadas. Jennifer Palacios, 25 anos, relatou a perda de seu filho de 6 anos e outros cinco familiares soterrados em um complexo habitacional. “Precisamos que tragam guindastes para remover as lajes. Ainda há pessoas presas”, desabafou, em frente aos destroços.
As infraestruturas rodoviárias sofreram rachaduras significativas e edifícios foram reduzidos a escombros. Em alguns locais, nomes de edifícios foram pichados nas ruínas para auxiliar as equipes de resgate na identificação das áreas de busca. O governo interino prometeu um envio massivo de ajuda, com imagens da presidente Delcy Rodríguez visitando La Guaira sendo exibidas na televisão estatal.
Em resposta à calamidade, uma missão humanitária brasileira, composta por 44 profissionais e 12 toneladas de equipamentos, chegou à Venezuela na noite de sexta-feira. A iniciativa segue um pedido do presidente Lula, que também anunciou a ida do ministro da Defesa ao país na próxima semana. Os Estados Unidos também anunciaram um alívio nas sanções financeiras contra a Venezuela como medida de apoio.

