Diante de um severo sistema frontal que avança pelo país, o governo chileno declarou estado de emergência em dez das dezesseis regiões administrativas. A medida, oficializada na última segunda-feira (13), estará em vigor até o dia 21 e visa preparar o país para fortes chuvas e mar agitado.
O governo assegurou que todos os órgãos estatais estão mobilizados para prestar assistência à população afetada. Nesta quarta-feira (15), as regiões Metropolitana, de Coquimbo e Valparaíso foram colocadas em estado de alarme, o nível mais crítico, em função das intensas precipitações previstas. Este alerta aponta para a ocorrência de fenômenos meteorológicos extremos, com potencial elevado de causar danos materiais e riscos à vida.
As ações preventivas, coordenadas pelo presidente José Antonio Kast, incluem a articulação com delegados presidenciais regionais e a supervisão de medidas para mitigar inundações e transbordamentos. O presidente também enfatizou a importância da prevenção e da responsabilidade individual, apelando à população para evitar áreas de risco, como zonas montanhosas e a costa em caso de ondas perigosas, além de incentivar a limpeza de cursos d’água e o auxílio a vizinhos isolados com kits de emergência.
Claudio Alvarado, ministro do Interior e da Secretaria-Geral do Governo, solicitou que as famílias redobrem as precauções e se preparem para os eventos climáticos. Ele garantiu que o governo está agindo com seriedade para emitir alertas eficazes sobre as consequências dos sistemas frontais que atingirão o Chile nos próximos dias.
Esta mobilização faz parte do Plano de Inverno 2026 do Ministério de Obras Públicas, que destina US$ 468 milhões para obras de conservação, limpeza de rios e bueiros, remoção de neve, monitoramento de infraestrutura e resposta a emergências climáticas.

