Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    • Início
    • Política
    • Polícia
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    Início » Dívida pública brasileira ultrapassa R$ 9,2 trilhões em julho, impulsionada por juros
    Economia

    Dívida pública brasileira ultrapassa R$ 9,2 trilhões em julho, impulsionada por juros

    RedaçãoPor Redação26 de agosto de 2026
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Pinterest Email

    A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um leve aumento em julho, atingindo R$ 9,288 trilhões, o que representa um crescimento de 0,22% em relação ao mês anterior. O Tesouro Nacional divulgou os dados nesta quarta-feira (26), indicando que a alta foi influenciada principalmente pela incidência dos juros sobre a dívida.

    Em junho, a DPF já havia superado a marca de R$ 9 trilhões. Apesar do crescimento em julho, o valor total da dívida pública permanece abaixo das projeções estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF). Segundo o plano, revisado recentemente, a DPF deve se situar entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o final de 2026.

    A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), que representa os títulos emitidos no país, avançou 0,31%, alcançando R$ 8,948 trilhões em julho. Embora o Tesouro Nacional tenha resgatado mais títulos do que emitiu no período, especialmente os prefixados, a apropriação de juros no valor de R$ 89,95 bilhões impediu uma redução no endividamento total. A apropriação de juros é o reconhecimento mensal da correção monetária e dos juros aplicados aos títulos, que são incorporados ao estoque da dívida. Com a Taxa Selic em 14% ao ano, esse mecanismo tem exercido pressão sobre o endividamento governamental.

    No mês de julho, a emissão de títulos da DPMFi somou R$ 198,14 bilhões, sendo R$ 124,11 bilhões atrelados à Selic. Os resgates totalizaram R$ 260,05 bilhões, impulsionados pelo vencimento de títulos prefixados, que ocorre com maior frequência no início de cada trimestre.

    Em contrapartida, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) apresentou uma queda de 2,12%, passando para R$ 340,06 bilhões em julho. A principal causa dessa redução foi a desvalorização do dólar no período.

    Um ponto de destaque é o aumento do chamado “colchão da dívida pública”, que é a reserva financeira destinada a cobrir momentos de turbulência ou concentração de vencimentos. Essa reserva subiu pelo quarto mês consecutivo, atingindo R$ 1,346 trilhão, o maior nível desde o início da série histórica em 2015. Atualmente, esse colchão é suficiente para cobrir 7,81 meses de vencimentos da dívida. Nos próximos 12 meses, prevê-se o vencimento de R$ 1,76 trilhão em títulos federais.

    A composição da DPF em julho mostrou uma variação significativa, com o aumento da participação de títulos vinculados à Selic (de 49,32% para 51,11%) e de títulos corrigidos pela inflação (de 25,9% para 26,02%). Houve uma redução nos títulos prefixados (de 21,04% para 19,22%) e nos vinculados ao câmbio (de 3,74% para 3,65%). As projeções do PAF para o final do ano indicam a manutenção dessa tendência, com maior concentração em títulos atrelados à Selic e à inflação.

    A participação de investidores estrangeiros na dívida interna apresentou uma leve queda, passando de 9,95% para 9,82% em julho. Historicamente, um aumento nessa fatia é visto como um indicativo de maior confiança dos investidores no país, especialmente em períodos de maior tensão no mercado financeiro internacional.

    O prazo médio da Dívida Pública Federal aumentou ligeiramente, de 4,01 para 4,05 anos. Um prazo médio mais longo geralmente sinaliza maior confiança na capacidade do governo de honrar seus compromissos financeiros futuros.

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email

    Postagens Recentes

    Caixa Econômica Federal registra lucro de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre impulsionado por crédito, mas vê inadimplência subir

    27 de agosto de 2026

    Habib’s e Ragazzo buscam fôlego em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões

    26 de agosto de 2026

    Tesouro Nacional ajusta metas: Selic pode responder por mais de 50% da dívida pública até 2026

    26 de agosto de 2026

    Arrecadação com imposto sobre dividendos fica aquém do esperado nos primeiros meses

    26 de agosto de 2026

    Bolsa Família: parcela de agosto com final 7 no NIS é liberada pela Caixa nesta quarta

    26 de agosto de 2026

    Campo de Búzios da Petrobras alcança novo patamar recorde na exportação de gás natural

    26 de agosto de 2026
    Adicionar Comentário

    Comments are closed.

    • Facebook
    • Instagram
    Últimas Notícias

    TSE e Google unem forças contra deepfakes eleitorais com nova ferramenta no YouTube

    27 de agosto de 2026

    Professora Maria do Carmo apresenta plano social com foco em renda, autonomia e proteção às famílias

    27 de agosto de 2026

    Caixa Econômica Federal registra lucro de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre impulsionado por crédito, mas vê inadimplência subir

    27 de agosto de 2026

    Mulheres negras lançam manifesto pelo “bem viver” e cobram mais espaço político em 2026

    27 de agosto de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Tempo de Noticias.Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.