A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou uma colaboração estratégica com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), outras forças de segurança e órgãos públicos para assegurar a tranquilidade e o acesso dos cidadãos aos locais de votação no próximo domingo. O objetivo principal é garantir o livre deslocamento dos eleitores, manter a ordem e prevenir quaisquer incidentes que possam ocorrer durante o primeiro turno das eleições.
Para coordenar essas ações, foi estabelecida uma comissão de eleição que ficará responsável por planejar as operações em nível local, considerando as particularidades de cada região do país. O Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), sediado na capital federal, será o ponto central para o monitoramento de todas as ocorrências criminais relacionadas ao pleito.
A PRF recomenda que os eleitores se organizem com antecedência, planejando suas rotas até as seções eleitorais e verificando as condições de tráfego e a previsão do tempo. Essas medidas visam otimizar o deslocamento e evitar imprevistos no dia da votação.
Em ambos os turnos das eleições – o primeiro no domingo e um eventual segundo turno no dia 25 – haverá restrições de tráfego para veículos de grande porte. Serão impedidos de circular aqueles com largura superior a 2,40 metros, altura acima de 4,40 metros e comprimento total excedendo 19,80 metros. A finalidade desta medida é prevenir congestionamentos e facilitar o fluxo nas vias.
Interdições em rodovias só serão permitidas em caráter excepcional, mediante autorização judicial da Justiça Eleitoral, com justificativa clara para a restrição e a indicação de rotas alternativas para os motoristas.
Da mesma forma, a abordagem de veículos pelas forças de segurança será limitada a situações que apresentem risco concreto e iminente à segurança das pessoas, buscando evitar abordagens desnecessárias e garantir a integridade de todos.
Esta articulação busca coibir a repetição de eventos como os ocorridos em 2022, quando operações de fiscalização de ônibus realizadas pela PRF, especialmente no Nordeste, foram questionadas. A Procuradoria-Geral da República investigou essas ações, que teriam sido direcionadas a áreas onde um candidato específico liderava nas pesquisas, com o intuito de dificultar o acesso de eleitores às urnas. O então diretor-geral da PRF, Silvanei Vasques, foi posteriormente condenado pelo STF em relação a esses fatos.

