O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro reagiu publicamente à repercussão da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos e se tornou a ação mais letal da história do estado. Em um pronunciamento firme, um representante do grupo afirmou que as forças de segurança não vão recuar e seguirão com o enfrentamento direto às facções criminosas.
> “Em nome do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em nome dos policiais tombados e, especialmente, dos nossos policiais, posso garantir que ninguém vai parar a gente”, declarou o porta-voz da tropa de elite.
A operação, realizada na última terça-feira (28), teve como alvo lideranças do tráfico que se abrigavam nos dois complexos — apontados como quartel-general do crime no Rio. O trabalho integrado entre Polícia Militar, Polícia Civil e forças de inteligência resultou na apreensão de mais de 90 fuzis e na prisão de mais de 80 criminosos.
Entre os nomes citados pelos agentes está “Doca, o Urso”, considerado o principal articulador da expansão do Comando Vermelho no território fluminense e em outros estados, como Pará, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais. Segundo o BOPE, o objetivo da operação foi enfraquecer a estrutura nacional da facção e interromper o fluxo de armas e drogas.
O confronto, que durou cerca de 15 horas, mobilizou centenas de policiais e deixou um rastro de destruição. Criminosos usaram drones e artefatos explosivos para atacar os agentes. Além dos suspeitos mortos, policiais do BOPE e da Polícia Civil também foram atingidos durante os combates.
A ação gerou forte repercussão nacional e internacional devido à sua alta letalidade — superando até o massacre do Carandiru (1992), que deixou 111 mortos. Organizações de direitos humanos pedem investigação sobre excessos, enquanto o governo do estado defende que a operação foi “necessária e estratégica” para conter o avanço do crime.
Em meio à comoção, o discurso do BOPE reforçou o tom de resistência e continuidade da ofensiva policial. “Essa é uma guerra que não escolhemos, mas que precisamos vencer. O crime não vai ditar as regras neste país”, afirmou outro oficial em reserva.
Com o alerta lançado e a tropa mobilizada, o Rio de Janeiro volta a viver dias de tensão — e o recado do BOPE ecoa como um aviso de que a guerra contra o tráfico está longe de acabar.

