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    Investigado em esquema milionário, “Sicário” morre após sofrer morte cerebral enquanto estava sob custódia da PF

    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era investigado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e acesso ilegal a sistemas restritos de órgãos públicos.
    RedaçãoPor Redação5 de março de 2026
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    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu na noite desta quarta-feira (4) em Belo Horizonte, após ser internado em estado grave. Ele estava sob custódia da Polícia Federal quando atentou contra a própria vida, segundo informações apuradas por fontes ligadas ao caso. Médicos confirmaram o protocolo de morte encefálica, condição que, de acordo com a legislação brasileira, caracteriza oficialmente o óbito.

    Mourão havia sido preso na manhã do mesmo dia durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Atuação em grupo investigado

    De acordo com as investigações, Luiz Mourão integrava um grupo conhecido como “A Turma”, que também teria entre seus membros o empresário Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava um papel estratégico dentro da organização, sendo responsável por coordenar atividades de coleta de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo.

    As apurações indicam ainda que Mourão teria acessado indevidamente sistemas restritos de diferentes órgãos públicos. Entre as bases de dados citadas estariam sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, além de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

    Os investigadores afirmam que ele também participava de ações para remover conteúdos e perfis em plataformas digitais, com o objetivo de obter informações de usuários ou retirar publicações críticas ao grupo.

    Suspeitas de ameaças e monitoramento

    Outro ponto citado na investigação aponta que Mourão teria atuado na coleta de informações sobre antigos funcionários do Banco Master e na tentativa de intimidá-los. Em uma das conversas analisadas, ele teria sido mencionado em um diálogo em que se discutia a organização de um assalto e agressões contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

    Investigação por pirâmide financeira

    Além dessas suspeitas, Mourão também era réu em uma ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais. A denúncia aponta que ele teria movimentado cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas ligadas a ele em um suposto esquema de pirâmide financeira entre 2018 e 2021.

    Segundo o Ministério Público, a triangulação de valores por meio de pessoas jurídicas teria sido utilizada para ocultar recursos provenientes de crimes contra a economia popular, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro.

    Investigações de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais também apontaram que, antes de se envolver nesse esquema, Mourão teria atuado como agiota. Análises feitas em seu celular apreendido indicaram que ele ocupava posição de liderança dentro da organização criminosa, coordenando integrantes e administrando atividades ilegais.

    Posicionamento da defesa

    A defesa de Luiz Mourão informou que, ao longo do dia da prisão, ele não apresentou sinais aparentes de comprometimento físico ou psicológico. Os advogados disseram ter tomado conhecimento do ocorrido apenas após a divulgação de nota oficial atribuída à Polícia Federal, que mencionava um possível incidente relacionado à tentativa de autoextermínio.

    O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido enquanto Mourão estava sob custódia das autoridades.

    Destaque Sicário
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