Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    • Início
    • Política
    • Polícia
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    Início » General Mourão tira a máscara e debocha dos mortos da ditadura
    Brasil

    General Mourão tira a máscara e debocha dos mortos da ditadura

    RedaçãoPor Redação19 de abril de 2022
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Pinterest Email

    Na hora em que vozes das catacumbas assombram o país com novas revelações sobre torturas e mortes na época da ditadura de 64, o vice-presidente Hamilton Mourão, agora filiado ao Republicanos para disputar uma vaga a senador pelo Rio Grande do Sul, despe a máscara de militar moderado e mostra-se como sempre foi.

    “Vai apurar o quê? Os caras já morreram tudo. Vai trazer os caras do túmulo de volta?” – e dá uma risadinha em resposta à pergunta sobre se não seria o caso de se voltar a investigar o legado de horror de um regime que durou 21 anos, e que adotou a tortura, a morte e o desaparecimento de presos como política de Estado.

    Há mais de 10 mil horas de gravações dos simulacros de julgamentos feitos pelo Superior Tribunal Militar entre 1975 e 1985, às quais o historiador Carlos Fico teve acesso. E, aos poucos, frações desse gigantesco material começam a se tornar públicos. Nem as leis da ditadura foram respeitadas por ela e pelos juízes.

    Para Mourão, “isso é história, já passou. São assuntos já escritos em livros e debatidos intensamente. É passado. Faz parte da história do país”. Passou para quem, cara pálida? Para os que torturaram, mataram e se beneficiaram de uma anistia sem jamais terem sido julgados ou admitidos seus crimes?

    Os que sobreviveram às torturas foram julgados, condenados, ou forçados a se exilar. Seu crime? Desarmados ou armados, lutaram contra uma ditadura que a pretexto de defender a democracia, suprimiu-a, que herdou uma inflação anual de 80% em 1963 e a empurrou para 215% em 1984. Foi um atraso na história do país.

    O general desprezado por quem o escolheu para vice, prega que ao se relembrar a ditadura deve-se ouvir “os dois lados”. As gravações dão justamente voz ao lado dos que foram cúmplices do regime que violou todas as leis que dizia respeitar, e todos os tratados internacionais assinados pelo Brasil até então.

    Tortura e morte, que Mourão prefere chamar de “excessos”, chocaram até mesmo alguns dos juízes militares que fizeram parte do tribunal. Como o general Rodrigo Otávio Jordão Ramos que, em 24 de junho de 1977, comentou sobre torturas em uma presa, que estava grávida e perdeu o filho:
    “Alguns réus trazem aos autos acusações referentes à tortura e sevícias das mais requintadas, inclusive provocando que uma das acusadas, Nádia Lúcia do Nascimento, abortasse após sofrer castigos físicos no DOI-Codi.”

    Os DOI-Codi eram centros e destacamentos do Exército usados pela ditadura. O general descreveu o tipo de tortura:
    “Sofreu um aborto no próprio DOI-Codi em virtude de choques elétricos em seu aparelho genital.”
    O general Rodrigo Otávio Jordão Ramos, que em 1968 como Comandante da Amazônia pediu a cassação do deputado Márcio Moreira Alves (MDB-RJ) por ele ter feito um discurso considerado ofensivo às Forças Armadas, em 15 de dezembro de 1976, como membro do Superior Tribunal Militar, ao julgá-lo, disse:

    “Condená-lo em bases jurídicas é completamente inexequível. […] Em 1968, solicitei ao ministro do Exército que se tomasse uma providência drástica contra ele, inclusive a cassação. Eu vou tomar uma decisão revolucionária, deixando de lado a lei, porque pela lei não se pode condená-lo. De maneira nenhuma. Ele é inviolável”.
    E condenou o deputado que já fora cassado e estava no exílio. Às favas as leis da ditadura. Às favas todos os escrúpulos, como disse em 1968 o então ministro Jarbas Passarinho ao subscrever o Ato Institucional nº 5, que suspendeu as garantias individuais e deu início ao período mais sangrento do regime militar.

    O que Mourão pensa, diz e proclama como verdade é o que ainda hoje é ensinado nos cursos de formação dos oficiais das Forças Armadas. A democracia no Brasil sempre estará ameaçada enquanto o negacionismo militar seguir vivo.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Fonte: Metrópoles

    Destaque Ditadura General Mourão tempo de notícias
    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email

    Postagens Recentes

    PL confirma convenção no Amazonas e prepara anúncio da chapa para as eleições de 2026

    17 de julho de 2026

    CASO HELENA REACENDE DEBATE SOBRE PUNIÇÃO A CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS APÓS MUDANÇA NA LEI DOS EUA

    15 de julho de 2026

    Vídeo do resgate de Ruan Silveira gera questionamentos sobre reação de pessoas em lancha

    13 de julho de 2026

    Vídeo mostra briga com pauladas e mulher enfrenta agressores para salvar homem em Manaus

    9 de julho de 2026

    MPAM abre inquérito para apurar possível negligência no atendimento a crianças Yanomami desnutridas no Amazonas

    9 de julho de 2026

    Momento de fé de vendedor de bananas comove moradores e viraliza nas redes em Manaus

    9 de julho de 2026
    Adicionar Comentário
    Leave A Reply Cancel Reply

    • Facebook
    • Instagram
    Últimas Notícias

    Forças Armadas terão papel ampliado nas eleições de 2026, com autorização presidencial

    21 de julho de 2026

    Partido Missão lança Renan Santos como candidato à Presidência em convenção antecipada

    21 de julho de 2026

    Brasil estreia em busca do título inédito da Liga das Nações de vôlei contra o Japão

    21 de julho de 2026

    INSS: governo libera R$ 547 milhões para corrigir descontos indevidos

    21 de julho de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Tempo de Noticias.Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.