O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou uma proposta que visa expandir as responsabilidades do Banco Central (BC) para incluir a fiscalização de fundos de investimento no Brasil. Atualmente, essa função é desempenhada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Haddad justificou a sugestão argumentando que existe uma significativa interconexão entre os fundos de investimento e o sistema financeiro mais amplo, o que pode gerar impactos diretos nas contas públicas. Ele destacou que essa mudança traria maior eficiência regulatória, concentrando a supervisão em uma única entidade, similar ao modelo adotado em países desenvolvidos.
A proposta surge em um contexto onde operações recentes da Polícia Federal têm revelado o uso de fundos de investimento em esquemas fraudulentos. Um exemplo notório é o caso envolvendo o Banco Master e a Reag Investimentos, que resultou na liquidação desta última pelo Banco Central. As investigações apontam para uma complexa operação financeira com suspeitas de fraudes que podem ultrapassar R$ 11 bilhões, com o objetivo de ocultar a origem e o destino de recursos.
Durante a entrevista, o Ministro Haddad também elogiou o desempenho do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacando sua competência na gestão de crises herdadas, como no caso do Banco Master. Segundo Haddad, Galípolo tem lidado com os desafios de forma responsável e eficaz.

