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    Início » Exportações brasileiras: EUA em queda livre, China em ascensão em janeiro
    Economia

    Exportações brasileiras: EUA em queda livre, China em ascensão em janeiro

    RedaçãoPor Redação5 de fevereiro de 2026
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    As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda expressiva de 25,5% em janeiro, marcando o sexto mês consecutivo de declínio desde a implementação de tarifas pelo governo americano. Em contrapartida, as vendas para a China apresentaram um crescimento robusto no mesmo período, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    Em janeiro, as vendas do Brasil aos Estados Unidos totalizaram US$ 2,4 bilhões, uma redução significativa em comparação com os US$ 3,22 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. As importações de produtos norte-americanos também diminuíram, com uma queda de 10,9%, totalizando US$ 3,07 bilhões. Esse cenário resultou em um déficit na balança comercial bilateral de US$ 670 milhões em desfavor do Brasil.

    A retração nas exportações para os EUA é uma consequência direta das sobretaxas impostas pelo governo americano, que, apesar de parcialmente revisadas, ainda afetam cerca de 22% dos produtos brasileiros com alíquotas extras variando entre 40% e 50%.

    Em contraste, o comércio com a China demonstrou um desempenho positivo. As exportações brasileiras para o país asiático cresceram 17,4% em janeiro, alcançando US$ 6,47 bilhões, um aumento em relação aos US$ 5,51 bilhões do ano anterior. As importações chinesas para o Brasil caíram 4,9%, resultando em um superávit comercial de US$ 720 milhões para o Brasil no mês.

    A corrente de comércio total com a China atingiu US$ 12,23 bilhões, um acréscimo de 5,7%, enquanto o intercâmbio comercial com os Estados Unidos somou US$ 5,47 bilhões, uma queda de 18%, refletindo a diminuição tanto nas exportações quanto nas importações.

    Outros mercados também apresentaram variações. A União Europeia gerou um superávit de US$ 310 milhões para o Brasil, apesar de uma retração de 8,8% na corrente comercial. O comércio com a Argentina registrou um superávit de US$ 150 milhões, mesmo com uma queda expressiva de 19,9% no comércio bilateral.

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