A seleção de Curaçao, conhecida como ‘A Onda Azul’, faz sua histórica estreia em uma Copa do Mundo, trazendo consigo não apenas o futebol, mas um vibrante ritmo caribenho. Os jogadores têm compartilhado momentos de alegria e descontração nas redes sociais, exibindo sua energia contagiante em treinos, vestiários e até mesmo em chegadas a aeroportos, celebrando cada instante da jornada nos Estados Unidos.
A pequena nação insular, com menos de 200 mil habitantes, encara seu primeiro desafio mundialista no próximo domingo (14), às 14h (horário de Brasília), no Estádio de Houston, contra a tetracampeã Alemanha. A equipe alemã, que busca se reerguer após eliminações precoces nas Copas de 2018 e 2022, apresenta um elenco renovado para a competição.
Formado por uma equipe com forte influência da diáspora, a maioria dos jogadores nasceu na Holanda, mas representa Curaçao, um território autônomo do Reino dos Países Baixos. Apesar do desafio de avançar em um grupo que inclui também Equador e Costa do Marfim, seleções com mais tradição em Copas, a presença de Curaçao já é um marco.
A permissão da FIFA para que Curaçao tenha uma seleção própria, mesmo sem ser um Estado membro da ONU, remonta à sua história como parte do Reino dos Países Baixos. A ilha, localizada estrategicamente no Caribe, tem um passado complexo, tendo sido um entreposto crucial no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas africanas sob domínio holandês a partir de 1634.
Recentemente, em março de 2026, a Assembleia Geral da ONU reconheceu o tráfico transatlântico de africanos escravizados como um grave crime contra a humanidade, impulsionando discussões sobre reparações e pedidos de desculpas por legados históricos.

