Um treinamento militar focado em operações de paz, o Exercício Felino 2026, chegou ao fim nesta quinta-feira (21) em Foz do Iguaçu, no Paraná. A iniciativa, que ocorre desde o ano 2000, reuniu aproximadamente 740 militares de seis países lusófonos, consolidando a cooperação em defesa entre as nações.
Coordenada pelo Ministério da Defesa do Brasil, a simulação buscou aprimorar a resposta das Forças Armadas brasileiras (Aeronáutica, Exército e Marinha) e de seus parceiros internacionais em cenários de instabilidade e conflitos armados. Além dos cerca de 700 militares brasileiros, participaram da edição deste ano 38 representantes de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
O general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, condutor do exercício, destacou a importância do Felino como um instrumento de preparação, cooperação e proteção social. Segundo ele, o treinamento não só eleva a capacidade de atuação conjunta, mas também fortalece os laços diplomáticos e de defesa entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Adicionalmente, prepara os militares brasileiros para futuras missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
Atualmente, o Brasil conta com 71 militares engajados em missões de paz em diversas regiões do globo, incluindo Chipre, Colômbia, Líbano, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Saara Ocidental, Somália, Sudão do Sul e a área de Abiey.
A programação do Exercício Felino 2026 incluiu manobras de desativação de artefatos explosivos, proteção de civis, resposta a ameaças químicas e discussões sobre novas tendências em conflitos armados, assistência humanitária a refugiados e prevenção à exploração e abuso sexual. A mobilização envolveu 119 viaturas, oito embarcações da Marinha e duas aeronaves da Força Aérea.
O próximo Exercício Felino está agendado para 2027 e será sediado em Timor-Leste, na Ásia, dando continuidade à tradição de treinamento conjunto e fortalecimento da defesa entre os países de língua portuguesa.

