O ex-presidente Jair Bolsonaro definiu seu novo projeto político: apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como candidato da direita à Presidência da República em 2026. Convicto de que o ex-ministro da Infraestrutura é o único nome capaz de vencer Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro pretende transformar o aliado em herdeiro político de seu legado.
Inelegível por oito anos e condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está oficialmente fora da disputa, apesar de insistir em declarações públicas que ainda pretende concorrer. Nos bastidores, contudo, o ex-presidente concentra seus esforços em construir uma candidatura viável para enfrentar Lula, que deve tentar a reeleição.
Além de Tarcísio, outros nomes despontam na direita como possíveis pré-candidatos: Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná. Tarcísio, por sua vez, já havia afirmado que tentaria a reeleição ao governo paulista, mas enfrenta agora forte pressão do entorno bolsonarista para mudar de planos.
Uma fonte ligada ao Partido Liberal (PL) revelou que Bolsonaro considera Tarcísio o único com “força nacional” suficiente para unificar o campo conservador e disputar voto a voto com o atual presidente. O encontro entre os dois deve ocorrer nos próximos dias, dependendo de autorização do ministro Alexandre de Moraes, que impôs restrições judiciais ao ex-presidente.
Michelle mira o Senado
Enquanto isso, Michelle Bolsonaro desponta como o principal nome do PL para o Senado pelo Distrito Federal. A ex-primeira-dama lidera as pesquisas de intenção de voto e é vista como peça-chave na estratégia do partido para ampliar sua influência no Congresso.
O objetivo do PL é conquistar maioria na Casa Alta e impulsionar pautas de interesse da base bolsonarista, entre elas pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes.
Com Bolsonaro fora do páreo e Michelle mirando o Senado, Tarcísio de Freitas surge como a nova aposta do bolsonarismo para tentar reconquistar o Planalto em 2026.

