O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou a decisão sobre a validade de uma pesquisa de intenção de voto para presidente, realizada pela AtlasIntel, que gerou controvérsia. O julgamento foi suspenso após pedido de vista da ministra Estela Aranha, com o placar atual indicando um voto a favor da suspensão da divulgação do levantamento.
A pesquisa em questão, divulgada em maio, apontou uma queda na intenção de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, após a veiculação de uma conversa entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. O Partido Liberal (PL) solicitou a suspensão, argumentando que a pesquisa induziu as respostas dos eleitores ao apresentar trechos de uma conversa e menções ao caso Master.
Anteriormente, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, havia determinado individualmente a suspensão da divulgação da pesquisa, citando preocupações com a neutralidade metodológica do questionário. Segundo Marques, a sequência de perguntas poderia ter influenciado as respostas dos entrevistados, extrapolando a mera aferição da opinião pública.
Durante a sessão plenária, o TSE começou a analisar se referendaria a decisão monocrática. A defesa da AtlasIntel, representada por Gualter Rafael Maciel Bezerra, contestou as alegações do PL, afirmando que a representação se baseava em uma discordância metodológica sobre um fato político de conhecimento público. Por outro lado, a advogada Maria Claudia Bucchianeri, representando o PL, defendeu a necessidade de pesquisas íntegras e alegou que a pesquisa em debate não apresentou o áudio ou a transcrição completa do material submetido aos entrevistados.
Com a suspensão do julgamento, não há previsão para a retomada da análise do caso pelo TSE.

