Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem valores acima do salário mínimo terão um reajuste de 3,9% a partir de fevereiro de 2026. Com essa correção, o teto dos benefícios previdenciários alcançará R$ 8.475,55, um aumento em relação aos R$ 8.157,40 registrados em 2025.
O índice de reajuste corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este indicador é responsável por medir a inflação para famílias com rendimentos de até cinco salários mínimos. A atualização monetária será aplicada integralmente aos segurados que já recebiam benefícios superiores ao piso nacional em 1º de fevereiro de 2025. Para aqueles que se tornaram beneficiários após essa data, o aumento será proporcional ao período de recebimento.
Atualmente, cerca de 13,25 milhões de beneficiários do INSS recebem valores acima do salário mínimo. Em contraste, 21,9 milhões de pessoas, o que representa aproximadamente 62,5% do total, recebem o piso nacional. O valor do salário mínimo para 2026 ainda será definido, mas o piso para 2025 foi estabelecido em R$ 1.618.
As datas de pagamento dos benefícios com o reajuste variam. Para quem recebe o salário mínimo, os pagamentos ocorrerão entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026. Já os beneficiários com valores superiores ao mínimo, e que receberão o aumento de 3,9%, terão seus pagamentos efetuados de 2 a 6 de fevereiro. A definição da data exata depende do número final do cartão de benefício, excluindo o dígito verificador.
É importante notar que, pelo terceiro ano consecutivo, aposentados e pensionistas que recebem acima do mínimo não terão um aumento real em seus proventos, recebendo apenas a compensação pela inflação do ano anterior, medida pelo INPC. Apenas os que recebem o salário mínimo tiveram um ganho real de 2,5%, conforme política aprovada pelo Congresso Nacional, que alinha os aumentos à política de gastos do arcabouço fiscal.
A correção de 3,9% também afeta a tabela de contribuição do INSS, que determina os valores recolhidos por trabalhadores da iniciativa privada e de empresas estatais. As novas faixas de contribuição e as respectivas alíquotas para 2026 são:
- Até R$ 1.621: 7,5% de alíquota, com R$ 0,00 de parcela a deduzir.
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9% de alíquota, com R$ 23,66 de parcela a deduzir.
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12% de alíquota, com R$ 110,75 de parcela a deduzir.
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14% de alíquota, com R$ 197,83 de parcela a deduzir.
Os segurados poderão consultar o extrato com os novos valores a partir das próximas semanas. As informações estarão disponíveis no site e no aplicativo Meu INSS, mediante login com a conta Gov.br. Para quem não possui acesso à internet, o atendimento é realizado pelo telefone 135, onde o segurado deverá informar o CPF e confirmar dados cadastrais para garantir a segurança da consulta.

