O anúncio da União Europeia sobre a aprovação do acordo comercial com o Mercosul gerou forte repercussão positiva entre os ministros brasileiros. Fernando Haddad, titular da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, celebraram a conquista, destacando seu potencial transformador para a economia nacional.
Em suas redes sociais, Haddad classificou o pacto como um marco histórico, não apenas pelo impacto econômico, mas também pela sua relevância geopolítica. Ele ressaltou que o acordo abre uma nova via de cooperação em um cenário global desafiador, prometendo um futuro de maior pluralidade e oportunidades para o Brasil. “Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, declarou o ministro.
Por sua vez, Simone Tebet enfatizou os benefícios tangíveis para os consumidores e a economia brasileira. Segundo a ministra, o acordo facilitará a entrada de produtos brasileiros em novos mercados, atrairá investimentos estrangeiros e poderá ser um vetor importante para a contenção da inflação. “Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, projetou Tebet.
O acordo, que aguarda confirmação formal e posterior aprovação pelo Parlamento Europeu, prevê a redução de tarifas em diversos setores. Entre os produtos que se beneficiarão imediatamente estão máquinas, equipamentos de transporte, autopeças e aeronaves. O setor de couro, pedras, facas e produtos químicos também terá vantagens, com reduções gradativas de tarifas em commodities sujeitas a cotas.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comemorou a aprovação, definindo-a como uma “vitória do diálogo” e da cooperação internacional. Lula, que teve papel ativo na articulação do acordo, o considera uma prioridade estratégica para o Brasil e para o fortalecimento do comércio global.

