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    Economia

    BRB apresenta plano ao Banco Central para recompor capital após perdas

    RedaçãoPor Redação7 de fevereiro de 2026
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    O Banco de Brasília (BRB) protocolou nesta sexta-feira (6) junto ao Banco Central (BC) um plano detalhado com ações para recompor seu capital e reforçar a liquidez. A iniciativa visa estabilizar a instituição em um período máximo de 180 dias.

    A apresentação do documento foi realizada pessoalmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. O encontro contou também com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias.

    Segundo o BRB, o plano inclui medidas preventivas que poderão ser implementadas caso a necessidade de aporte do governo do Distrito Federal (GDF) seja comprovada, o que dependerá do desfecho das investigações em andamento. O banco enfatiza que o objetivo é assegurar a sustentabilidade da instituição, a estabilidade de suas operações e a transparência para clientes, investidores e parceiros.

    Embora o comunicado oficial do BRB não tenha especificado valores, informações de depoimento à Polícia Federal no final do ano passado, dado pelo diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, indicam que as operações com o Banco Master teriam gerado um déficit de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. Detalhes sobre as ações específicas apresentadas ao BC não foram divulgados, mas o banco assegura que o plano protege seus clientes e garante a continuidade de suas operações.

    Em nota, o BRB declarou: “Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades”.

    Teoricamente, o BRB dispõe de cinco caminhos para captar recursos: empréstimos de outras instituições financeiras, incluindo bancos privados e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC); alienação de ativos, como carteiras imobiliárias e créditos concedidos a estados e municípios; criação de um fundo imobiliário com bens do GDF; aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal; ou um empréstimo do GDF com cobertura do FGC, que seria posteriormente repassado ao BRB.

    As estratégias que envolvem recursos do governo distrital requerem aprovação da Câmara Legislativa do DF. O plano busca injetar liquidez, otimizar o tamanho da instituição e reduzir a dependência de novos aportes do controlador, em um cenário de restrições fiscais.

    Relatos da imprensa indicam que o BRB teria negociado a venda de aproximadamente R$ 5 bilhões em ativos de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do FGTS, para mitigar a saída de capitais após a liquidação do Banco Master e o avanço das investigações sobre operações consideradas irregulares. Adicionalmente, o banco estaria em negociações para vender cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de crédito a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, e busca desfazer-se de fundos de investimento adquiridos do próprio Banco Master.

    As apurações em curso investigam a aquisição pelo BRB de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com alegações de ativos superfaturados ou inexistentes. O BRB, contudo, afirma que aproximadamente R$ 10 bilhões desse montante já foram substituídos ou liquidados e nega o bloqueio de bens.

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