O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, conforme publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21). A decisão administrativa baseia-se em um processo disciplinar que constatou faltas injustificadas por mais de 30 dias consecutivos, configurando abandono de cargo.
Eduardo Bolsonaro, que anteriormente ocupava o cargo de deputado federal, estava afastado de suas funções na Polícia Federal para exercer o mandato eletivo. Após o término de seu último mandato, que foi cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas, a Polícia Federal declarou o fim de seu afastamento com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, exigindo seu retorno imediato às atividades como escrivão.
Em paralelo à sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro também enfrenta processos judiciais relacionados a sua atuação política no exterior. O Supremo Tribunal Federal (STF) já o condenou a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. A condenação, confirmada pela Primeira Turma do STF em setembro de 2026, também determinou sua inelegibilidade por oito anos.

