Um novo projeto de lei propõe a criação do Programa Nacional “Escola 4.0”, com o objetivo de expandir o ensino técnico e profissionalizante em áreas tecnológicas para alunos do ensino médio da rede pública. A iniciativa, apresentada pelo deputado Fabio Schiochet (União-SC), visa preparar os jovens para as demandas da nova economia digital.
O programa dará prioridade a estudantes do ensino médio público e abordará áreas cruciais como programação, ciência de dados, cibersegurança, design de interfaces (UX/UI), empreendedorismo digital e inteligência artificial. O Escola 4.0 busca fomentar parcerias público-privadas para oferecer formação de qualidade e aumentar a empregabilidade dos jovens no setor tecnológico.
A implementação do projeto prevê a colaboração com empresas do setor para o fornecimento de conteúdos e laboratórios, além de plataformas digitais gratuitas para ensino híbrido e autoaprendizado. Professores da rede pública também receberão capacitação em áreas técnicas específicas.
Os alunos participantes terão direito a bolsas para auxiliar na compra de acesso à internet, acesso a plataformas de ensino e mentoria com profissionais de empresas parceiras. Ao concluir os cursos, os estudantes receberão uma certificação com validade nacional, após regulamentação pelo Ministério da Educação (MEC).
O programa contará com uma coordenação nacional e comissões estaduais, integrando representantes do MEC, secretarias estaduais e empresas. O financiamento virá do orçamento da União e de parcerias com instituições públicas e privadas. O deputado Schiochet explicou que o nome “Escola 4.0” é uma referência à Indústria 4.0, que engloba automação, inteligência artificial e a integração de processos produtivos, demandando profissionais com competências digitais e pensamento crítico.
“O Programa Escola 4.0 responde a essa urgência com foco na juventude e na educação pública, preparando o país para participar ativamente da nova economia digital, sem abandonar os que mais precisam de oportunidade”, afirmou Schiochet. Ele destacou que a proposta combina educação híbrida, parcerias com o setor privado e certificações com foco em resultados, apostando na eficiência da cooperação público-privada.
O projeto de lei agora será analisado pelas comissões de Educação, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania, na Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal.

