O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou neste domingo (20) sua participação na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Em seu discurso de abertura, Lula deve reforçar o compromisso do Brasil com o multilateralismo, um pilar da política externa brasileira, em um contexto global de crescentes conflitos internacionais.
O mandatário brasileiro deve enfatizar a importância da negociação diplomática como ferramenta para a resolução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a soberania das nações, com a não interferência em assuntos internos de outros países. O pronunciamento servirá para apresentar a perspectiva brasileira sobre os desafios e temas cruciais da agenda global.
Um dos pontos centrais do discurso será a defesa da reforma das Nações Unidas, com foco especial no Conselho de Segurança. O Brasil tem sido um defensor histórico da modernização da composição e dos mecanismos de funcionamento deste órgão, apontando sua dificuldade em responder eficazmente às crises internacionais.
A agenda de Lula em Nova York inclui encontros bilaterais com outros chefes de Estado, ainda a serem confirmados, e uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente brasileiro retorna ao país na terça-feira (22), após sua participação na Assembleia Geral.
Esta marca a 11ª vez que Lula participa da Assembleia Geral da ONU como presidente, demonstrando a continuidade do engajamento brasileiro nas discussões globais. A delegação brasileira também contará com a presença de diversos ministros, incluindo o das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que participará de uma série de encontros ministeriais de grupos como Brics, G77 e CPLP, além de presidir reuniões sobre fome e pobreza e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

