A apuração dos votos para a presidência do Peru segue em suspense, com a vantagem do candidato de esquerda Roberto Sánchez diminuindo para cerca de 7,3 mil votos em relação à sua adversária, Keiko Fujimori. Com 97,8% das urnas apuradas, Sánchez detém 50,020% dos votos válidos contra 49,80% de Fujimori, em um pleito que envolve mais de 27 milhões de eleitores.
A diferença entre os candidatos encolheu significativamente nas últimas horas. Ao meio-dia de terça-feira, Sánchez liderava com 19 mil votos de vantagem, quando 95,9% das urnas haviam sido processadas. A apuração dos votos enviados do exterior, que tradicionalmente beneficia Keiko Fujimori, tem contribuído para diminuir a margem do candidato de esquerda. Eleitores peruanos no exterior representam 4,4% do total de votantes.
Apesar da proximidade dos 100% de apuração, os resultados definitivos podem demorar. O Jurado Nacional de Eleições (JNE) informou que a totalização final pode ocorrer apenas em meados de julho. Isso se deve à inclusão de um novo procedimento que exige a recontagem de votos em seções eleitorais com inconsistências. Cerca de 1,3 mil atas foram encaminhadas para essa revisão.
A disputa presidencial é acirrada entre Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, e Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori. O vencedor será o nono presidente do Peru em dez anos, um período marcado por intensa instabilidade política no país sul-americano.

